política

A BALA DE PRATA E O AMOR À 1ª VISTA DE BOLSONARO

A AUDIÊNCIA E A INCERTEZA 

A ida do governador Belivaldo ao palácio do planalto para conversar com o presidente Bolsonaro é fato normal dentro do sistema federativo brasileiro. Faz parte do protocolo entre autoridades representativas da população. 

A audiência, no entanto, pareceu ter mais um objetivo político do que propriamente  administrativo. Longe de afirmar que os princípios republicanos  foram desrespeitados.  

O governador deve estar, através de pessoas ligadas ao governo federal,  afagando o ego do presidente, reconhecendo as suas dificuldades, dando a entender que está do seu  lado na luta pela reforma da previdência, que desceu do palanque, e que deseja iniciar uma parceria construtiva com o governo federal. Se realmente o governador estiver pensando desse desse jeito, ou parecido, não deixa de ser uma mudança da água pro vinho.

É fato que só um governador do Nordeste teve audiência com Bolsonaro, antes da reunião geral, e este governador foi Belivaldo. Vários ministros foram convocados para ouvir e receber os pleitos do governador. Nem por isso, estou especulando que ele esteja aderindo ao presidente Bolsonaro. Pelas circunstâncias em que o estado se encontra, pode se tratar apenas de um gesto de pragmatismo político. 

Então, foi uma reunião de um presidente que precisa de votos de deputados e senadores para aprovar a reforma de previdência,  com um governador que, às voltas com problemas financeiros em seu estado, como nos velhos tempos, ali estava de pires na mão,  pedindo recursos federais a fundo perdido para a execução de obras prioritárias que haviam sido expostas na sua campanha do ano passado, para ele mesmo resolver. 

O presidente não condicionou mas ficou implícito na reunião dos governadores realizada no dia seguinte, de que, ou eles se empenham para que o Congresso aprove a reforma da previdência, ou, caso seja rejeitada ou desidratada, não haverá recursos sobrando  para atender às demandas dos Estados e Municípios.

O governador fez alguns pedidos justamente numa fase de extrema dificuldade que, aliás, tem sido escancarada pelo próprio governo do presidente Bolsonaro.

Em resumo, nem o presidente ficou com a certeza de algum compromisso de apoio de nossa bancada federal, composta de oito deputados e três senadores, à reforma da previdência, nem o governador trouxe na sua pasta de despachos qualquer documento que lhe garanta a certeza de que os recurso solicitados serão liberados. 

Os governadores podem apoiar a reforma da previdência, todavia, quem vota são os deputados e senadores. Na bancada de Sergipe os votos estão ainda dispersos, sem um definição de como se comportarão na hora de apertar o dedo no painel  eletrônico. É preciso contabilizar ainda pra saber quem tem a maioria em questão tão polêmica. Tem-se apenas como certo que o PT não acompanhará a reforma de Bolsonaro nem que a vaca tussa.

AMOR À PRIMEIRA VISTA

A propósito, com a declaração do presidente, confirmada pelo governador de que no encontro entre os dois teria surgido um amor à primeira vista, Belivaldo deveria ter aproveitado clima tão favorável para, não só reivindicar benefícios diretos para Sergipe, como o fez, como também ter exercido o seu papel de liderança regional, propondo soluções definitivas em favor dos Estados que vivem em situação de  penúria financeira crônica há muitos anos. 

Falo de uma proposta de reforma tributária (que sempre defendi no Senado) que poderia ser encaminhada ao Congresso pelo presidente ainda este ano, após a tramitação da reforma da previdência. Depois desta, sendo aprovada ou não nos estritos termos em que foi apresentada pelo governo, finalizado o seu processo legislativo, seria aberto um novo período de debates dessa feita em torno da reforma tributária, uma questão crucial para o equilíbrio das finanças combalidas dos Estados e Municípios, resgatando-lhes, se for aprovada, a autonomia que deveriam ter perante a União, na realização plena das atribuições que lhes são conferidas pela nossa Carta Magna. 

O bolo da arrecadação dos tributos cobrados aos contribuintes brasileiros está em sua maior parte concentrado nas mãos do governo central, restando um percentual insignificante de 24% para os Estados, e de 14% para os Municípios. Essa desproporção na repartição dos recursos entre os entes federados é um dos principais fatores do desequilíbrio fiscal  e, por via de consequência, corrobora com o enfraquecimento do pacto federativo do Brasil. Aos Estados e Municípios  foram transferidas  ações e responsabilidades financeiras sem o correspondente aporte de recursos para cobrir as suas despesas.

Caso se efetive a reforma tributária, acabaríamos com essa dependência crônica em relação ao governo da União, a qual, hoje em dia,  pode ajudar ou não aos Estados, dependendo sobretudo da relação política com o planalto e do tipo de trocas de apoio que é feito na convivência com o governo, como por exemplo, o apoio político que é exigido aos governadores para apoiar a reforma da previdência.

A BALA DE PRATA

Aliás, o governo federal expõe a reforma da previdência como se o país não tivesse outras saídas para a cura de seus males, emoldurando tal reforma com o desespero de alguém que porta um revólver que só tem em sua defesa apenas uma bala, a bala de prata.

Voltando à reforma tributária: tem que ser implementada com urgência.  Só assim alcançaremos a autonomia dos Estados e Municípios, que ficarão livres da dependência humilhante do governo da União, que os obriga a viver de pires na mão atrás de recursos federais.

Com isso, vão sobrar, por exemplo, recursos no Estado de Sergipe para executar suas obras, incluindo aquelas que o governador pediu ao presidente, e completar o que falta para tapar o rombo da previdência, e nunca mais atrasar a folha dos servidores.

ACV

RETALHOS DA POLÍTICA – CROCODILOS & JACARÉS

NA ESCOLA DE QUÍMICA UMA REFERÊNCIA NO BRASIL

Passei no vestibular da Escola de Química Industrial, que funcionava em prédios localizados nas imediações do Estádio de Aracaju, hoje Batistão. Tratava-se de uma escola respeitada em todo o Brasil. O seu diploma era um passaporte para um bom emprego, principalmente na PETROBRAS. 

Em função do prestígio e da fama da Escola de Química, seus alunos eram comumente convocados por instituições públicas ou privadas para suprir as deficiências de seus quadros em disciplinas do campo de exatas como química, matemática e física. Foi desse modo que, no segundo ano de faculdade terminei sendo professor por um período de três  anos, antes de me formar, ministrando as disciplinas matemática e física no Atheneu, colégio onde estudei, e completei o meu curso científico.

Estudava e trabalhava para pagar a pensão de D. Helena, na rua de Pacatuba. Em frente a essa pensão morava uma bela garota com a qual mantinha uma paixão platônica. Era um apaixonado e essa garota nunca soube. A timidez impedia de me declarar. Ficava aguardando a sua saída para o Colégio, e só saia da janela quando a sua silhueta desaparecia da minha vista … 

Ingressei na militância da política estudantil. Fui eleito presidente do Diretório da Faculdade de Química. Montei um jornal que, dentre outras matérias, trazia novidades e artigos sobre a profissão do Químico Industrial. Passei uns tempos fazendo estágio profissional na Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. 

VITÓRIA PARA PREFEITO

No último ano de faculdade, fui eleito Prefeito Municipal de Simão Dias, aos 22 anos de idade. Ficava entre Aracaju e Simão Dias,  com muito esforço terminando o curso da faculdade e administrando o município. Quando as aulas na faculdade estavam apertando, o meu vice-prefeito Dermeval Guerra quebrava um galho e me substituía na função de prefeito municipal com muito zelo e lealdade. No final do ano, ao receber o meu diploma de Químico Industrial, fui homenageado pelos meus colegas, que me entregaram a missão honrosa de ser o orador da turma, cuja colação de grau se deu no recinto do Teatro Atheneu, contando com a presença do governador Lourival Batista.                                                   

O TOSTÃO CONTRA O MILHÃO

Quando eu exercia o mandato de prefeito, governava Sergipe doutor Lourival Baptista, em cujo período não tivemos uma boa parceria administrativa, possivelmente por motivos de natureza política. Mas em outras etapas de nossas vidas políticas passamos a ter um ótimo relacionamento. Um figura sábia, esperta e dedicada da lista de grandes políticos de nosso estado. Apoiado pelo regime militar Lourival fez um governo realizador, e, em termos de rodovias foi um dos melhores governadores. Foi de sua iniciativa a construção da rodovia asfaltada entre a BR 101 e a cidade de Simão Dias. 

A eleição municipal que me conduziu à prefeitura de Simão Dias foi uma das mais disputadas entre aquelas que vivenciei em toda a minha carreira política. Lauro Nascimento, meu adversário,  contava com o apoio de todas as forças políticas e econômicas tradicionais do município, inclusive do governador do Estado, filho de Simão Dias, Sebastião Celso de Carvalho e do prefeito Nelson Pinto de Mendonça. Foi uma grande reviravolta na política local, um jovem com 22 anos de idade, conseguir vencer uma estrutura político-partidária fortíssima.

Enfrentei, com muita coragem e dedicação o desafio de lutar por uma mudança nos rumos da administração e da política do município sem saber, por antecipação, qual seria o resultado, e qual seria o meu destino, caso perdesse a eleição. Os analistas políticos do Estado diziam que não havia como o filho de Pedro Valadares ganhar aquela eleição.  Nos comícios eu sempre terminava os meus discursos em tom de luta heróica : “Por isso eu digo ao meu povo, essa é a batalha do tostão contra o milhão!).

Caso o nosso projeto político não lograsse êxito, possivelmente iria me dedicar às  minha profissão de químico na Petrobras, ou em alguma empresa privada no sul do país, deixando de existir como político.  Com 353 votos de frente derrubei o tradicionalismo, ou melhor dizendo, as oligarquias de Simão Dias. A figura de Pedro Valadares, meu pai (que havia falecido há dois anos atrás),  e a presença constante de D Caçula e Zé Valadares,  este já exercendo o mandato de deputado estadual, tiveram influência decisiva naquela virada histórica, uma jornada realmente emocionante (na foto, posse na Câmara de Vereadores).

ADMINISTRAÇÃO E POLÍTICA

Em 1967, quando iniciei o meu mandato de prefeito minhas prioridades: educação e saúde. Abri escolas nos povoados mais distantes; levei para servir ao município uma instituição federal de saúde muito requisitada na época, a Fundação SESP. Certa vez, olhei para a avenida  Coronel Loyola, na época porta de entrada da cidade – que tinha uma pavimentação ultrapassada, de pedras brutas, um grande desafio – e disse pra mim: “se eu puder, será a primeira obra, colocar ali paralelepípedos”. Fiz a obra. Pavimentei quase toda a cidade. Nenhum calçamento era feito sem esgoto. Construí o primeiro conjunto habitacional da cidade, de cem casas. Fiz escolas, estradas, pontes e postos de saúde. 

A política municipal só era quente no período da eleição. Nós éramos chamados de Crocodilos, enquanto que os nossos adversários, sob o comando do ex-Governador Celso Carvalho, eram os Jacarés. Duro no embate eleitoral, experiente, elegante, educado, o doutor Celso, se retirava quase por completo dos atritos do dia a dia logo após o resultado do pleito, quando o seu grupo perdia a eleição. Era luta entre dois grupos políticos que disputavam a preferência do eleitorado e , ao longo do tempo, se alternavam no comando da prefeitura. A paz existia de verdade, nem ameaças, nem perseguições, só se gastava língua e saliva, rolavam buxixos, é bem verdade, mas nunca houve violência para conter o crescimento do outro. Por essa razão é que Simão Dias era conhecida como a Suiça Sergipana.

O BARÃO DO MERCADOR

O avô de Celso Carvalho,  pelo lado materno, provinha de Sebastião de Andrade, o Barão de Santa Rosa,  e pelo lado paterno, tinha parentesco com Joviniano de Carvalho, que foi, na República,  várias vezes deputado federal no início do século XX. Por isso, para expor sua origem nobre eu o cutucava nos comícios chamando-o de Barão do Mercador (Mercador , nome da fazenda de Celso). Mas ele ficava irritado só um pouco com minhas provocações, respondia nos comícios, alteando a voz, que tinha orgulho de sua descendência, e discorria sobre a árvore genealógica de sua família de barões e baronesas…

Em muitas oportunidades, confesso que aprontei muitas armadilhas e criei sérias dificuldades em todas as eleições  para o Dr Celso, deixando-o preocupado e vigiando os meus passos. Ele despertava uma verdadeira paixão entre seus aliados pela persistência e interesse na política, despendendo recursos que, por certo, lhe causaram muitas despesas e prejuízos financeiros. 

Certa vez, por uma dessas distorções da política então vigente, chegamos a pertencer a um mesmo partido, a ARENA. A sublegenda se encarregava de fazer a separação política dos dois grupos. Foi aí que resolvi preparar-lhe um golpe político, um verdadeiro cheque-mate, que expôs com todas as letras a fragilidade e o artificialismo do sistema eleitoral que adotara a sublegenda. Já que ele estava na mesma agremiação política que a nossa – só pela conveniência de colocar-se debaixo do guarda-chuva do governo – e como, pela própria rivalidade local, era impossível o diálogo, cheguei à conclusão de que numa situação esdrúxula como aquela, quem fosse o mais forte, internamente, é que tinha que dar as cartas. E o nosso grupo dentro daquele quadro partidário confuso, era o mais forte para o azar de Celso.

Por seus projetos de conveniências políticas deixou-se encurralar pelo seu adversário que mantinha segura a chave do partido. Nenhum político espere pela benevolência de seu adversário quando este detém o poder de comando para decidir uma questão partidária. 

A SUPREMACIA DO DIREITO DA MAIORIA: CANDIDATO ÚNICO

Veja como tirei Celso de Carvalho de campo naquela partida. Vou contar como foi. Na eleição municipal de 1970, como o nosso grupo tinha maioria no diretório do partido, simplesmente obedeci à risca o que mandava a legislação: apresentei no Cartório Eleitoral a chapa completa do nosso grupo, onde constavam os nomes dos candidatos a Prefeito, a Vice e Vereadores. Celso só poderia ter a sua própria chapa se o nosso diretório a apresentasse. Ora, veja se isso poderia ser fácil! O radicalismo político entre os dois grupos na época era muito grande, afastava as pessoas, criava inimizade entre as famílias, traduzindo em miúdos, o óleo não se mistura com a água.

O próprio governador, Lourival Baptista entrou em ação, convocando-me para uma conversa no Palácio Olímpio Campos, fazendo toda pressão possível, insinuando até que os militares poderiam reconduzi-lo ao governo, permitindo a reeleição de mandatos de executivos. Foi em vão todo esse trabalho de convencimento: naquela eleição o grupo de Celso Carvalho ficou de fora. Não apresentou sequer um candidato a Vereador.

Recebi pressões de todos os lados para que eu registrasse também a chapa dos adversários. Eu entendia que se queriam disputar a eleição, tinham que fazê-lo se filiando a um partido de oposição (MDB), mas com a minha caneta jamais eu poderia contribuir para o trucidamento, para a divisão pública do nosso município, facilitando a vida do adversário que não queria largar o osso do governo, enquanto queria derrubar o nosso grupo …  Eu desejava dar um ponto final nessa verdadeira contrafação da política, de você ser obrigado a dormir com o inimigo, e ainda lhe dar a faca para ser ferido depois. 

Não imaginem como o nosso grupo comemorou a peça que pregamos nos adversários… (na foto, ex-governador Celso de Carvalho).

FOI UM PRÊMIO JUSTO A UM SERVIDOR DO POVO

Na eleição municipal de 1970 o povo de Simão Dias votou para Prefeito no candidato único José Neves da Costa, vereador de muitos mandatos. Tinha um verdadeiro computador em sua memória, sabia pelo nome e sobrenome, onde morava um eleitor, e a que família pertencia. Um homem simples, pobre e honrado. A sua indicação foi a coisa mais justa que poderia ter acontecido. Um justo prêmio a um amigo incondicional não apenas de nossa política, acima de tudo, um servidor do nosso povo. Simão Dias muita devia ao velho Zé Neves. Fez uma excelente administração, o seu mandato durou apenas dois anos, cumpriu com o povo além do que prometeu em campanha. Governou com simplicidade e correção. Contribuiu com a sua ação administrativa e política para a eleição do seu sucessor, José Matos Valadares.

Anos após, assim que cheguei ao governo do Estado, procurei afastar as antigas divergências com doutor Celso e o seu grupo político. Estendi o tapete da conciliação e consegui afastar as rivalidades e mágoas geradas na luta e na fricção política entre Crocodilos e Jacarés. No poder, entendia que tinha de ser magnânimo 

VUCO VUCO – ONDE A PORCA TORCE O RABO

ESTÃO MEXENDO AS PEDRAS DO XADREZ DA SUCESSÃO (2020►2022)


 

 

➤ Vai ser preciso muito contorcionismo por parte da turma do governo aceitar uma candidatura do PT contra Edvaldo. Por outro lado, como ajeitar correntes do PT que se apegam aos cargos como visgo de jaca? Se for tomada mesmo uma diretriz da candidatura própria o partido vai exigir a entrega dos cargos. É aí onde a porca torce o rabo.

►Jair Bolsonaro não sabe o que faz com a briga provocada por filhos, amigos e auxiliares. Melhor chamar o feito à ordem e tocar o governo. Não bastam os 13 milhões de desempregados?

➤ Políticos da base do governo de Sergipe aguardam com uma certa impaciência as nomeações de CC’s que têm aparecido no DO à conta gotas. Dizem que no próximo mês a lista vai se agigantar. Mas há quem afirme que Belivaldo vai apertar os cintos e mostrar a eles o seu pescoço grosso para, enfim, conformarem-se  que o Estado não aguenta. O deputado Garibalde foi uma exceção, apareceu tinta na caneta do governador e o DO rodou pra atendê-lo. 

► A sucessão em Aracaju vai render muito assunto até chegar o Dia D dos partidos, quando então será  batido o martelo das composições políticas,  a partir de abril de 2020.

Ao que parece o prefeito Edvaldo, que pleiteia a reeleição – apesar da mãozinha que JB pretende oferecer-lhe -, não está conseguindo parar o projeto do PT que sonha ocupar o mesmo lugar que um dia fora de  Marcelo Déda (PT), uma liderança que, com carisma e  trabalho, conseguiu ser prefeito da capital por duas vezes consecutivas. Para completar sua brilhante carreira, interrompida com sua morte prematura,  Déda elegeu-se governador em 2006, ganhando a reeleição em 2010.

O problema é que Edvaldo ainda não conseguiu trazer pro seu lado as grandes multidões e se impor como líder dos Aracajuanos, como foram João Alves, o próprio Jackson e Déda. 

Rogério Carvalho vai seguir mesmo a orientação política  de JB? Embora o futuro esteja em aberto, até para nada de novo acontecer no front, no entanto, o senador Rogério parece disposto a facilitar a criação de um novo projeto do PT para Aracaju, com os olhos voltados para o governo do Estado, em 2022. Na Fan Fm o senador foi taxativo: o que JB falar não é importante para os rumos do PT. https://is.gd/kXFFrz

RETALHOS DA POLÍTICA – MARIA BONITA DO CAIÇÁ

Na foto, governador Luiz Garcia

MARIA BONITA, APELIDO QUE D CAÇULA RECEBEU NA ALESE

Minha mãe, conhecida como D. Caçula, foi o braço direito de “Seu” Pedrinho. A casa vivia cheia de gente e era preciso muita paciência para tratar a todos sem desgostar a ninguém. Na nossa casa, primeiro na rua Joviniano Carvalho, e, depois, na rua Presidente Vargas (rua do Coité), vivia abarrotada de gente. 

Caçula entendia a sua missão, desempenhando o seu papel de companheira com maestria,com simplicidade, recebendo àqueles que queriam ver ou conversar com meu pai com atenção, e sempre com uma sugestão pronta e acabada ao seu marido, a fim de que todos dali saíssem satisfeitos. Temperamentos diferentes que se completavam. A mesa, sempre farta, com capão – vindo de seu próprio criatório -,  feijão, arroz e salada, era convidativa, e os presentes na hora do almoço, sentavam-se sem o menor sombrosso.  

D Caçula, além de tudo era uma cozinheira de mão cheia. Todos os fins de semana ela esperava os filhos e netos para a conversa domingueira, quando era servido o almoço, uma delícia, um maná  dos deuses, não faltando o famoso doce de leite, e, quando aparecia nos matos, à beira dos cercados,  a fruta silvestre  perruche, ela fazia um doce incrível – que tem um gosto aproximado de uma outra iguaria, que é o doce de mamão.

Na festa de Nossa Senhora Santana, padroeira da cidade, amigos e visitantes são por ela recebidos ocasião em que não esconde a satisfação de vê-los saboreando as suas apetitosas iguarias sertanejas. 

VEREADORES DA OPOSIÇÃO TENTAM INVADIR PREFEITURA PARA TOMAR O PODER

 

Decidida e corajosa. Positiva na hora de dizer a verdade. A gente só conhece mesmo D. Caçula quando se precisa de alguém pra resolver a parada. Eu conto: quando o meu pai era Prefeito de Simão Dias, os seus adversários, movidos pelo despeito, instalaram na Câmara de Vereadores um processo de impeachment relâmpago contra ele – sem a observância ao princípio do amplo direito de defesa -, tendo como objetivo derrubá-lo do cargo de prefeito. Como “Seu” Pedrinho não dispunha de maioria no legislativo municipal, o impeachment iria se consumar, caso o presidente da Câmara tomasse posse no comando do executivo do município. 

Os vereadores adversários estavam dispostos a dar posse ao “novo prefeito” a qualquer custo, que seria o presidente da Câmara.  Com esse intento, marcharam em direção à Prefeitura que ficava na Av. Cel. Loyola. Mas, a caminho, tiveram que recuar imediatamente, porque receberam um recado de D. Caçula de que resistiria até o último homem, e que ela jamais deixaria que ninguém invadisse a Prefeitura. 

A RESISTÊNCIA 

Os adversários souberam que um grupo bem postado no interior da Prefeitura havia sido organizado por D. Caçula, a maioria do Povoado Pau de Leite, e esse grupo estava disposto a dar sua própria vida em defesa do mandato legítimo de Pedro Valadares. Ao pressentirem a gravidade da situação, os Vereadores desistiram da posse,  e ficaram quietinhos e ansiosos em suas casas, aguardando o pronunciamento da Justiça que havia sido acionada por meu pai na cidade de Aracaju, onde ele se encontrava lutando para preservar o mandato que estava prestes a ser usurpado. 

A “providência acautelatória” de D. Caçula fora fundamental para a restauração da ordem institucional do município, de vez que o Tribunal de Justiça no dia seguinte ao da tentativa de invasão da Prefeitura concederia mandado de segurança a Pedro Valadares, sustando o ato da Câmara, assegurando-lhe  o pleno exercício do mandato de prefeito que lhe havia sido outorgado pelo povo em eleições livres. 

CRISE REPERCUTE NA ASSEMBLEIA 

A crise e o seu desfecho ecoaram na Assembleia Legislativa do Estado, com um discurso de protesto feito em termos escandalosos pelo Deputado Nivaldo Santos da cidade de Boquim, o qual, ocupando a tribuna, apelidou  “D. Caçula” de Maria Bonita do Caiçá (rio que banha Simão Dias), pois, denunciava ele, D. Caçula, armada até os dentes, à frente de uma verdadeira cabroeira vinda do Pau de Leite impedira a posse do novo prefeito “eleito’ pela Câmara. Enquanto isso, em sua defesa se levantou o Deputado José Onias que enalteceu o gesto daquela mulher corajosa que, agindo em defesa do mandato legítimo de seu marido, mesmo com o risco da própria vida, poderia ser comparada, segundo o parlamentar, Maria Quitéria, “à intrépida guerreira baiana, a primeira mulher-soldado do Brasil a defender com a sua bravura a integridade da Pátria …”. 

NÃO VOLTO MAIS NUNCA A ESTE LUGAR

Meu pai, homem de índole pacífica e conciliadora,  quebrou um rádio daqueles de válvulas, reduzindo-o a pedaços, depois de ouvir a notícia da derrota de Leandro ao Governo (desta feita para o pessedista de Itaporanga, Arnaldo Garcez, em 1950), tal era sua paixão pelo líder udenista. Eleição disputadíssima, Leandro perdeu a eleição para governador por apenas 134 votos.  Mas, em 1954, ganhou para Edelzio Vieira de Melo com uma diferença de 1.362 votos. 

Todavia, no episódio da supressão do mandato do meu pai tentado por nossos adversários, Leandro fraquejou: aconselhou-o a renunciar para estancar a crise.  

Quando meu pai saiu do sítio, residência do chefe udenista – que ficava em frente ao Hospital de Cirurgia — para onde se dirigira à procura do apoio do líder a quem idolatrava, e do qual jamais esperava uma negativa, voltou com a fisionomia completamente transtornada; entrou na Rural Willys, onde eu me encontrava esperando-o na direção do veículo, e me disse, procurando esconder as lágrimas que lhe rolavam pela face, que nunca mais voltaria àquele lugar.  

Foi uma grande decepção política que o meu pai sentiu. As consequências desse sentimento de abandono pela conduta de Leandro, que ele considerava um homem forte, foram desencadeadas logo a seguir, quando Pedro Valadares fez questão de assumir uma posição de vanguarda na política de Sergipe, ao apoiar para o governo do Estado o então deputado nacionalista que rompera com a UDN, João de Seixas Dória. 

A PRUDÊNCIA DE LUIZ GARCIA (UDN) 

No episódio da tomada do poder municipal pelos vereadores, apesar de solicitada a presença da polícia para dar cobertura àquele ato ilegítimo, ela não compareceu. Estava no comando do Estado o governador Luiz Garcia, o qual não deu guarida à execução de um plano de conspiração contra a democracia que fora tentado para derrubar o prefeito de Simão Dias, Pedro Valadares. A maioria dos simãodienses, e toda a família Valadares, vibramos com a atitude prudente do governador Luiz Garcia ao não coonestar com a política de perseguição movida pelos adversários de “Seu” Pedrinho.

Quando, no ano seguinte, foi candidato ao Senado, Luiz Garcia teve o voto e o apoio de Pedro Valadares e de todo o seu grupo, tendo sido o senador mais votado de Simão Dias, apesar de, injustamente, não ter logrado êxito em sua campanha. Júlio Leite, um político apagado do PR, tirou-lhe a vaga, eleito na onda da mudança. Seixas, então adversário de Luiz Garcia, entendeu o gesto do prefeito Pedro Valadares, em ter votado em Luiz Garcia para o Senado. 

O CANDIDATO DAS QUEIXAS

Pouco tempo depois Leandro foi candidato a governador pela última vez, e o meu pai marchou ao lado de Seixas Dória,  que rompera com Leandro e se tornara o candidato do PSD.  Seixas, naquela época, representou o candidato das mudanças.  O deputado federal Passos Porto (UDN), ao perguntar à minha mãe o motivo do rompimento do prefeito Pedro Valadares com Leandro, e porque estava votando com Seixas, ela respondeu sem pestanejar: “Pode dizer ao doutor Leandro que Seixas é o candidato das queixas…” 

Na minha eleição para a Prefeitura de Simão Dias os homens mais ricos e poderosos da cidade pressionaram minha mãe para retirar a minha candidatura e ela mais uma vez não negou fogo: “Se depender de mim, disse, “Tonho (como eu sou conhecido em Simão Dias) será o Prefeito, nem que seja lutando contra todos vocês” …Graças a gestos como esses é que pude iniciar a minha carreira política, e conseguir chegar aonde cheguei. 

Se alguém por acaso quisesse conhecer uma mulher  de coragem era só conversar com D. Caçula lá em Simão Dias, porque foi ela quem me ensinou com o seu exemplo de que nunca devemos recuar, nem desistir, nem temer o adversário, mesmo o mais forte ou o mais poderoso, sempre tentar, por mais difícil que seja a caminhada. 

ACV

RETALHOS DA POLÍTICA – MORTE SOFRIDA

NO VAPOR 

Para ocupar toda a capacidade de produção do descaroçador, ele desenvolveu um amplo comércio para a compra do algodão em fibra na cidade de Simão Dias e em outros municípios do Estado. 

Após os meus 16 anos, quando eu voltava de Aracaju para passar as minhas férias em Simão Dias, ficava no Vapor (como era chamada a fábrica de beneficiamento), pesando e comprando algodão, e entregando as sementes para os agricultores, em sacos de 3 arrobas (45 quilos). A semente selecionada para o plantio era distribuída gratuitamente aos produtores de algodão. Havia uma parte que era vendida, aquela que era utilizada para alimento do gado que, adicionada com jaca ou mel da cana de açúcar, formava uma ração que continha nutrientes que engordavam os animais. 

No Vapor, cujo maquinário alemão mais parecia uma locomotiva (utilizava a lenha como combustível e a água do rio Caiçá para gerar o vapor), testemunhei atos de bravura do meu pai e do “Seu” Joaquim o velho maquinista dessa engenhoca que movia o descaroçador – na tentativa de reduzir a pressão da caldeira que, de vez em quando, desregulava e ameaçava explodir. Para me proteger de uma possível explosão, valente que só, eu me enroscava por entre os fardos de algodão prensado, ou, perna pra que te quero, dava no pé e lá só aparecia quando tudo estava sob controle… Mais tarde, aquela engenhoca pavorosa foi substituída por um moderno motor a diesel, o que afastou de uma vez por todas o pavor de uma explosão… 

Essa oportunidade de trabalhar no Vapor foi proveitosa porque passei a conhecer muita gente do campo, que mais tarde me ajudou na minha vida política. Hoje em dia, devido a fatores de ordem climática e econômica, monopólio comercial, importação de algodão subsidiado nos países de origem, principalmente do Canadá, adicionados à ocorrência da praga denominada “Bicudo”, acabaram por completo a produção de algodão de Simão Dias (no período a que me referi existiam ali, pelo menos três descaroçadores, beneficiando o algodão e gerando um grande comércio) e de todo o Estado de Sergipe. 

Mas meu pai, além de ter sido agricultor e comerciante, também se tornara um grande político.Começou a sua carreira como Vereador em Simão Dias, depois Prefeito, falecendo ao 53 anos de idade, como Deputado Estadual. 

CORAÇÃO FORTE 

Meu pai faleceu no Hospital Santa Isabel, em Aracaju, cujos médicos tudo fizeram para salvar sua vida tão preciosa para a nossa família e para o povo de Simão Dias. Mas a doença era grave (leucemia), a qual, a cada dia que passava, minava-lhe a resistência. 

Dores terríveis tomavam todo o seu corpo, tão fortes que para aliviá-las os médicos aplicavam morfina. Coração forte, foi o último órgão a deixar de funcionar.  Recordo-me que, naquela  hora difícil, observava com emoção o desvelo e os cuidados dispensados pelo casal Coronel João Machado e D. Meró, ao meu pai – amigos solidários na dor e na alegria.  

Também, a nossa família acompanhou com profundo agradecimento a assistência profissional, generosa e cristã do médico Francisco Rollemberg, cuja presença era permanente no Hospital até o último suspiro de meu pai. 

O LUTO E A EMOÇÃO DE UM POVO

Ao seu sepultamento na cidade de Simão Dias compareceram milhares de pessoas tristes e emocionadas. Eu vi homens e mulheres da minha cidade, chorando como crianças, como se tivessem perdido uma pessoa muito querida de sua família. “Seu” Pedrinho foi embora, o que vai ser de nós?” era o lamento que se ouvia nas ruas. Meu pai tinha uma grande identificação com o povo, vivenciava as suas dificuldades do dia a dia. Sentavam-se à sua mesa não só os políticos de Aracaju que vinham atrás de voto, mas as pessoas simples do meio rural e dos bairros pobres da cidade. 

Numa época em que não havia ambulância para o transporte de doentes, a sua Rural Willys estava sempre à disposição, de dia e de noite, para servir, sem perguntar se era eleitor ou não. Durante as secas que eclodiam no município não faltava água, nem trabalho, nem comida para os flagelados. Eu o acompanhei por muitas vezes como seu motorista em visita de supervisão em todo o município durante as secas ou em épocas normais.

“Seu” Pedrinho era um político respeitado e querido, o que é difícil nos dias de hoje. Seus adversários não o estimavam, mas sabiam o tamanho de sua popularidade, por isso que o temiam e planejavam às espreitas, ou abertamente, o seu afastamento do política simãodiense.   

Pude entender, pelo seu exemplo, que o verdadeiro objetivo do homem público é trabalhar contra a exclusão social, acabando com a injustiça da fome e da miséria. Não era um homem letrado, porém, com o seu comportamento de homem simples, honesto, bom e trabalhador, ensinou-me mais lições do que todos os livros que li até hoje.  

Graças a seu legado político, dois anos depois do seu desaparecimento fui eleito Prefeito de Simão Dias (em 1967), aos 22 anos de idade, numa disputa renhida, quando tive que enfrentar todas as forças políticas e econômicas do município e as derrotei com o voto do meu povo. 

No ano anterior (1966) José Valadares, aos 23, foi eleito Deputado Estadual. Quando meu pai morreu, senti de perto a dor pela perda de um amigo de verdade. Sempre pronto para servir e para fazer o bem, enfrentou tormentos gerados pela política que, impiedosamente, terminaram por desgastar a sua própria saúde e as suas finanças. 

A ENTREVISTA DE LULA À FOLHA E AO EL PAÍS

Em sala separada na sede da Polícia Federal, depois de uma batalha jurídica travada na Justiça, o ex-presidente Lula concedeu à Folha e ao El País entrevista na qual afirmou que o Brasil está sendo governado por um “bando de malucos”. A entrevista durou cerca de duas horas. Chegou a chorar quando se referiu à morte de seu neto. Disse que preferia que, ao invés do menino, porque não fora ele o escolhido para morrer. Entre tantas declarações enfatizou a necessidade de um entendimento entre as várias correntes da esquerda. Fonte:Folha. Pode-se acessar a reportagem completa no link a seguir https://is.gd/a04Jfh . No rodapé deste blog temos um vídeo que apresenta parte da entrevista do ex-presidente, veiculada no youtube.

VUCO VUCO

SUCESSÃO EM ARACAU, UMA VERDADEIRA INCÓGNITA

Prefeito Edvaldo em rota de colisão com médicos

Aracaju passa no momento por uma fase que podemos de dizer assim, de expectativa em relação ao seu futuro político. O prefeito Edvaldo Nogueira venceu as eleições passadas aos trancos e barrancos, prometendo o possível e o impossível, desde a revogação do IPTU até o aumento acima da inflação para servidores e o respeito ao piso salarial dos professores (que nunca respeitou).

Aos médicos, então, foi-lhes reservado em seu plano de governo divulgado na campanha, um lugar especial na agenda da futura administração, fato que, pela realidade presente, aquilo não passou de uma mera promessa, uma vez que a classe continua sofrendo o gélido distanciamento do prefeito em relação aos seus pleitos, começando pela terceirização do Nestor Piva, que, diga-se de passagem para um comunista, que, mal ou bem, veste essa  camisa há décadas, é no mínimo, uma contrafação do estatuto do PCdoB.  Greves e protestos surgiram desde o início  e nenhuma solução positiva  para manter os serviços de saúde em perfeito funcionamento, como quer a comunidade.

A tática do mergulho

Eleito na base de promessas com a premeditada intenção de não cumprir uma grande parte delas propagadas em discurso de campanha, utilizando uma publicidade midiática mentirosa para jogar o eleitorado contra seus adversários, o prefeito Edvaldo, desde que assumiu, até esta data, toda vez que surge alguma crítica contra ele por parte da oposição, na tentativa de desqualificá-la, vem com a velha e surrada resposta de que “tudo isso não passa de choro de derrotado”. Está chegando a hora da verdade, de nada adiante esse tipo de desculpa, não há como deixar de se explicar perante a opinião pública, quando o tema assim o exigir. Quando a coisa aperta pro lado dele por causa de algo que o constrange, mergulha por um tempo e só aparece quando, a seu ver, o assunto já morreu, ou está esquecido.

O governo municipal, que já tem mais de dois anos que tomou posse, tem a obrigação de fazer o seu trabalho, aceitando o papel desempenhado pela oposição, a qual, sem relutar – apesar de diminuta em número- ,  enfrentando na Câmara uma enorme bancada governista, ainda assim, consegue chamar a atenção do grande público com a sua aguerrida e corajosa atuação, com destaque especial para o líder do PSB,  vereador e defensor público Elber Batalha Filho.

Gravações, dúvidas e suspeitas

Há fatos, no âmbito de Justiça, de gravações incluídas em inquérito que ainda não vieram a público, mas quando forem divulgadas, o povo vai saber sobre algumas verdades que são comentadas nos meios políticos,  à boca pequena, sobre as eleições passadas. Neste ponto, não há porque acusar a ninguém por antecipação, mas será importante para dirimir qualquer dúvida ou suspeita, e para que o assunto não fique apenas no terreno da especulação e do mexerico,  que o Ministério Público e a Justiça resolvessem logo esse caso que vem rolando desde o começo de 2017. Quem for inocente não pode dormir preocupado com um assunto como esse, e quem for culpado, que venha sofrer as penas da lei, e pagar pelos seus erros.

Candidaturas em desfile

Enquanto isso, ainda tão distante do pleito, candidaturas começam a desfilar, fato que eu considero auspicioso, em benefício da democracia.

O prefeito procura se fortalecer e manter a unidade tão desejada, ofertando posições em cargos importantes da prefeitura. Edvaldo o que mais quer é ter ao seu lado o mesmo grupo que o elegeu em 2016. Difícil essa tarefa, como sinalizam os  movimentos do PT de Rogério e Eliane. Tudo leva a crer que o PT não queira mais botar uma azeitona na empada do prefeito para facilitar-lhe a sua reeleição, como fez por mais de uma vez.

PT vai mesmo topar candidatura própria? Só vendo.

Por que só o prefeito pode se articular no poder, já buscando apoio para sua reeleição?

Por isso, está mais do que certa a oposição em querer se posicionar logo , preparando o terreno para o embate do próximo ano, ganhar  musculatura, e tentar  conseguir uma boa aliança faz parte do jogo. Compreensível e legítima, também,  a pretensão do PT (só vendo), em ocupar o mesmo espaço que já foi ocupado por Déda, que faleceu precocemente quando ainda teria, com certeza, uma bela caminhada pela frente. Mas, para adotar essa postura de afastamento, o PT terá que entregar os cargos. Aí é onde a porca torce o rabo.

Penso que vale a pena que partidos e possíveis candidatos possam alimentar esperanças de uma oportunidade para dirigir a nossa capital, após 15 anos sob o comando de Edvaldo Nogueira.

Em 2020, a eleição em Aracaju será uma incógnita.

BOLSONARO O PRESIDENTE INESPERADO

QUEM, HOJE, OU AMANHÃ, SABE POR ACASO, O QUE O PRESIDENTE VAI APRONTAR?

 

Os primeiros 100 dias do governo Bolsonaro (PSL), demonstram que há na matemática da política nacional uma equação integral de difícil solução e previsibilidade. Quando os filhos não estão gerando atritos e confusão, é o próprio presidente que escreve no twitter ou concede entrevistas, deixando atônitos seus ministros mais chegados e seus aliados no Congresso Nacional.

As últimas pesquisas sinalizam para uma queda monumental em sua popularidade mais por sua postura imprevisível, com tiradas burlescas ou sem lógica,  logo após consertadas ou corrigidas ao sabor da reação de seus ministros ou da opinião pública. É visível que o presidente, quando reverbera o que pensa naquela hora, o faz sem calcular a repercussão de suas diatribes. Tanto que  o ministro da economia Paulo Guedes, avalista de sua candidatura perante a classe empresarial, perplexo com as palavras do presidente, mas confiante no seu prestígio pessoal, procurou logo reverter a situação antes que o mal prosperasse. Da última vez que falou sem pensar,  só deu um prejuízo da ordem de R$ 32 bi à Petrobras,  segundo cálculos de especialistas em ações de mercado.

Essa questão do preço do diesel, e também da gasolina, precisa ser encarada de forma macro, executando um projeto de recuperação de nossa  combalida economia, a qual, por sinal, retornou às taxas alarmantes de desemprego do período Dilma Roussef.  Os preços são absurdos em todas as listas de compras no Brasil, desde a farinha, o feijão, a carne, as frutas e os legumes, e tudo isso tem algo a ver com o preço dos meios de transporte que carregam os nossos produtos para o mercado consumidor.

Por que o governo nem sequer fala em novos modais de transporte, como as vias férreas, num país continental como o nosso, e continua a insistir nas rodovias que têm um custo altíssimo tanto na construção, como na manutenção?

Voltando à postura presidencial: em suma, as suas manifestações extemporâneas só têm revelado um despreparo inconcebível para quem exerce o mais alto cargo da nação. A continuar esse estado de coisas inesperadas Paulo Guedes poderá entregar o bastão e deixar o governo à deriva. Não tem ministro insubstituível, mas, diante das circunstâncias em que foi conduzido ao cargo, com a incumbência de acalmar o mercado e resolver a economia, a sua saída seria um baque tão gigantesco para o governo, o qual, abalado pelo impacto da demissão, perderia de vez a sua credibilidade, fato que praticamente impediria uma recomposição com a sociedade.

A política econômica com viés de direita, que Bolsonaro abraçou na campanha vez por outra sofre recuos, talvez pela incerteza de cumprir ou não o acordo que fez para se eleger e atingir o pódio presidencial.  Exerceu por 28 anos seguidos o mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro, e, parece nada ter aprendido, nem do regimento interno da Casa, nem sobre a Constituição, quanto mais sobre economia e direito. Era considerado do baixo clero. Geralmente quando  pronunciava um discurso, de conteúdo geralmente bizarro,  ninguém prestava atenção, muitas vezes falando num microfone sozinho no plenário, e a Mesa presidida por algum deputado desconhecido.

No entanto, apesar de sua inexpressividade parlamentar, passava a imagem de sério e incorruptível. Os brasileiros, notadamente os dos Estados mais poderosos, sentiam um amargor com a política e com os políticos. Talvez , decepcionados com a política tradicional, com seus erros escancarados em atos de corrupção e desprezo pelo dinheiro público, estivessem procurando,  um  outsider ou, melhor dizendo,  um estranho da política. De fato, em certa medida, o Capitão,  muito embora fosse um político de 7 mandatos, nunca teve visibilidade, nem atuação destacada em debates e embates no Congresso Nacional ou perante a mídia dominadora do país. Integrante de um partido nanico (PSL), sem tempo de TV, e amparado apenas nas redes sociais, com recados curtos e certeiros contra as mazelas da “velha política”, caiu no gosto da maioria do eleitorado, que  e o conduziu, afinal, à presidência com uma dianteira de mais de 10  milhões de votos à frente de Haddad, o candidato de Lula e do PT.

Parece que, como que procurando alguém que combatia a tudo e a todos, a maioria dos brasileiros com direito a voto encontrou na figura do Capitão do exército – que exercia seus mandatos quase na surdina, mas sem se envolver em atos de corrupção-,   a pessoa ideal para levar a limpo os desvarios então cometidos pela ala tradicional da política. Esse sentimento de revolta veio como o rompimento de uma represa carregando em sua lama quem merecia e quem não merecia.

Por conta de um discurso moralista e de renovação dos costumes políticos, quem estava perto dele, ou mesmo distante física ou partidariamente, mas professando um credo semelhante contra as “velhas raposas que sugavam a nação”,  foi beneficiado com essa pregação, elegendo-se  com folga para o legislativo e até mesmo para o governo, a exemplo de João Dória, candidato a governador pelo PSDB de São Paulo, o qual, grudou na candidatura do Capitão como um náufrago atrás de uma tábua de salvação, cujo apoio, diga-se de passagem, não fora recebido com o mínimo de entusiasmo.

Resta agora ao Capitão ter mais cuidado com o que diz e com o que faz.  O Congresso não parece ser-lhe muito dócil. A reforma da previdência,  tida como a salvação da pátria, pode tornar-se apenas uma miragem, e ser desidratada em sua tramitação no Congresso, a reforma tributária para corrigir a desigualdade entre os entes federados pode ser apenas uma promessa, e  a reforma política,  para dar ao governo um mínimo de estabilidade, sem força e vontade de fazer, não passará das boas intenções.

O mal do Brasil tem sido o populismo exacerbado, aquela vontade de fazer, de consertar, desagradando o mínimo possível, sem saber medir com a régua do bom senso e do espírito público as ações para que se chegue a bons resultados. As velhas práticas do passado voltam a acontecer embaladas em novo formato e o tempo vai revelar quais são.

Por isso, Bolsonaro,  a meu ver, não passa de um populista de direita, a serviço de uma ideologia imprecisa, que denota em seus atos e palavras, inclinação para o autoritarismo e o individualismo.

Esse é o presidente inesperado do Brasil.

ACV

SERGIPE COMO EU PENSO

CHEGAR PRA RESOLVER, ENTREGAR-SE AO DESÂNIMO, CULPAR OS OUTROS OU CIRCUNDAR A CRISE?

 

 

A CRÍTICA  POLÍTICA E A ECONOMIA SEM RUMO

Fazer críticas ao governo é uma coisa muito importante na politica, principalmente quando ela é exposta ao público com moderação e espírito público. Todavia, a crítica se torna mais valorizada, e vista com interesse pela sociedade quando vem acompanhada de sugestões, ou de alternativas viáveis, para ajudar, sem interesses subalternos, a resolver as grandes questões enfrentadas por quem governa. Não existe democracia sem a livre circulação de notícias, e o respeito à diversidade de opinião.

Sem perda de tempo, quais as questões mais cruciais com que se defronta o governo de Sergipe? Obedecendo a uma hierarquia mais ou menos aceita dessas questões, temos a saúde, a segurança, a educação, o desemprego, a habitação, o atraso da folha, a falta de obras estruturantes, tudo isso agravado pela fragilidade de nossa economia, uma das mais dependentes do país.

Sem resolver a questão da economia local, hoje completamente sem rumo, antes impulsionada pela presença marcante da Petrobras, não há como alcançar algum ganho de bem-estar social, notadamente para camadas mais pobres da população, pelo menos em nível suportável.

Ficar de pires na mão, apontando o dedo para o governo da União como possível culpado pela crise, e, ao mesmo tempo, indo atrás de empréstimos sem a devida capacidade de pagamento, ou de recursos federais a fundo perdido, apenas serve para confirmar a nossa dependência do poder central, não vence a crise, não resolve as grandes questões que desafiam a gestão governamental.

É POSSÍVEL FAZER PULSAR A ECONOMIA SEM A PETROBRAS?

O governo tem que fazer pulsar  a economia do Estado para gerar empregos, e aumentar a arrecadação sem precisar tomar medidas impopulares e inconsequentes como a elevação de impostos. Com uma economia pujante, alterando o nosso perfil de desenvolvimento, novos caminhos serão abertos pela atração de empresas que aqui queiram se instalar e investir, acreditando na nossa capacidade de fortalecer a iniciativa privada, como fonte de riqueza e geração de renda. Segmentos sociais como educação, saúde e segurança,  somados aos repasses federais obrigatórios e garantidos pela Carta Magna, sofrerão um impacto positivo, fazendo com que os índices humilhantes que colocam o nosso Estado entre os piores da nação, apontem uma curva ascendente e promissora.

Já se viu que a Petrobras, que tanto investiu em Sergipe no passado (a adutora do São Francisco, a Mina de Potássio e o Porto), desamarrou sua barraca, arrumou suas malas e sai daqui assim como de fininho, deixando um rastro de desemprego e muitas desilusões, a exemplo do caso da Fafen, tratado pela empresa com uma gélida indiferença, apesar dos apelos de nossos representantes no Senado, na Câmara e pelo governo do estado.

A Petrobras explorou, investiu, deu empregos, extraiu óleo e gás em terra e nas plataformas marítimas. Agora, atendendo às exigências de seus acionistas, que moram no Brasil e no exterior, empenha-se no trabalho de recuperação de sua imagem, fortemente abalada pela sucessão de escândalos que quase a leva à bancarrota. A empresa está atrás do prejuízo financeiro causado por gestões desastrosas mais recentes. Vamos torcer que essa maré de ondas destruidoras passe o mais rápido possível e que a maior empresa brasileira volte a investir em Sergipe, inclusive explorando as imensas jazidas de petróleo e gás existentes na camada do pré-sal.

FORTALECER A AGRICULTURA E NUNCA ABANDONAR O SONHO DO CANAL DE XINGÓ

Portanto, não podemos esperar por investimentos da Petrobras para explorar o pré-sal cuja descoberta foi anunciada pela própria empresa como um tesouro para o futuro do país. Essa riqueza que dorme na nossa plataforma continental   tem data incerta e não sabida para ser explorada e comercializada. Façamos primeiro a nossa parte com confiança e otimismo, sem nos apegarmos a hipóteses distantes e inacessíveis, pelo menos por enquanto. Milagres estão longe de acontecer no cenário nacional que possam salvar Sergipe de uma debacle total, que, felizmente ainda não se concretizou.

Fortalecer a agricultura de um modo geral, a começar pela agricultura familiar, tem que ser uma meta que não se pode perder de vista. O Banese, ao lado do BB e do BNB, terá um grande papel a cumprir. Facilitar o crédito aos agricultores é obrigação inadiável do governo; promover a assistência técnica que praticamente deixou de existir no campo, tem que ser retomada pelo Estado, reestruturando e qualificando a Endagro.

A pesquisa, como mecanismo de apoio a projetos de ocupação e uso sustentável da terra, na busca de novas alternativas para os produtores agrícolas, deverá ser arma importante para diversificar a agricultura e fomentar o surgimento de outras formas de plantio, cientificamente apontadas como viáveis.

A Embrapa de Sergipe e a de Petrolina (BA), estão aparelhadas e sempre prontas para contribuir com os estados através de suas pesquisas, como recentemente se deu com a produção de uva em Canindé e Poço Redondo, com um custo insignificante, diante das premências do estado nesse segmento.

De outro lado, uma obra estruturante como o Canal de Xingó deixou de aparecer na pauta de reivindicações de nossas autoridades do executivo e do legislativo. O governo do estado e a nossa bancada federal terão  que sensibilizar o governo da Bahia, mostrando a importância do investimento (em torno de R$ de 2 bi). Esse Canal, pelo projeto, nasce na Bahia e penetra no Sertão sergipano, trazendo água da barragem de Paulo Afonso, correndo todo o percurso previsto de pouco mais de 200 quilômetros, por gravidade, sem bombeamento e gasto de energia.   É preciso tirar da gaveta da Codevasf, em Brasília, todos os projetos do Canal de Xingó, já elaborados e prontos, e retomar as negociações com o governo da Bahia e sua bancada federal. Essa obra se fosse realizada, além de amenizar o sofrimento do sertanejo em períodos de secas ou estiagem prolongada, evitaria o êxodo rural, e fortaleceria a estrutura de produção da bacia leiteira, que tem como centro o polo de desenvolvimento localizado no município de Glória. Além de evitar a dizimação de nosso rebanho bovino, como aconteceu há dois anos atrás.

O TURISMO COMO ALAVANCA PARA REERGUER A NOSSA ECONOMIA 

O turismo, que poderia se tornar uma fonte de geração de emprego e renda, parece não estar entre as prioridades do governo.  O atraso das obras de construção do Centro de Convenções, é a comprovação do descaso, senão, da incompetência; há cerca de sete anos anda em compasso de banho-maria, precisa ser acelerada e a obra inaugurada o mais rápido possível.

Alagoas, aqui ao lado, investiu o quanto pôde em turismo, e está entre os destinos mais procurados para quem aporta no Nordeste.

Estamos perdendo boas oportunidades para a alavancagem do turismo de eventos que acontecem em outros estados do Nordeste, por falta de um lugar adequado para a realização de seminários e congressos nacionais e internacionais. Temos hotéis e restaurantes de primeira linha, oferecendo hospedagem e a nossa ampla e apreciável gastronomia.

Cursos de turismo, publicidade institucional, reuniões com segmentos do turismo em centros como São Paulo, Rio e Minas Gerais, poderiam ajudar a estimular visitas ao nosso Estado, que tem muito a apresentar, desde seu patrimônio artístico e cultural, passando pela culinária, praias, passeios ao Cânion, etc.

REDUÇÃO DO ICMS PARA AUMENTAR O NÚMERO DE VOOS

Além do término dessa obra, se o governo quer atrair turistas, desde logo deverá reduzir o ICMS do querosene dos aviões, como procedeu a maioria dos estados do abrasileirado, sob pena de o roteiro de Sergipe sair, definitivamente, do mapa de viagens dos turistas brasileiros, e do exterior. Não temos hoje à certeza de que estrangeiros possam a saber onde fica mesmo a nossa terrinha.

Por causa do alto preço da gasolina de aviação cobrado no aeroporto de Aracaju, pela incidência de uma elevada alíquota do ICMS, já perdemos várias escalas de voos diretos para Buenos Aires, inclusive os voos domésticos diretos de turistas de outras plagas do país.

Um prejuízo incalculável para o ramo hoteleiro que passou a ter uma ocupação inferior a 40%.

SABER OUVIR PARA ESTIMULAR A PARTICIPAÇÃO 

Sergipe tem viabilidade.

É só colocar a cabeça para pensar, fazer planejamento estratégico, investir na educação formal e profissionalizante, cuidar de nossas crianças, e não achar que quem governa é um super homem pra resolver sozinho e que, assim, vai debelar a crise em poucos anos.

A sociedade quer  ser ouvida e participar desse empreendimento.

Se houver abertura e transparência para esse projeto de recuperação de nossa economia, haveremos de abreviar a crise e atenuar o sofrimento dos sergipanos.

Pra frente Sergipe!

ACV

 

 

VUCO VUCO

Poucas & Boas

 

LINDO DE MORRER

Causou o maior reboliço em Sergipe a vinda da ministra da mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, quando disse que “parte da imprensa me chama de doida e agora está dizendo que estou querendo tomar o namorado da bonitona famosa só porque fui ä Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e disse que ele era lindo. Não quero  tomar o namorado de ninguém”. O cara que ela afirmou ser lindo é o deputado federal Túlio Gadelha, namorado de Fátima Bernardes, ex de Bonner.

POUCA PÓLVORA PARA MUITO BARULHO

Falando nisso, a ministra veio a Sergipe para entregar um kit que, pela quantidade e insignificância da doação (1 carro zero km, 1 refrigerador, 1 bebedouro, 5 computadores,  e 1 impressora), melhor seria ter enviado o recurso correspondente à entidade beneficiada, a qual faria a licitação para a compra dos equipamentos, ou providenciando um depósito do valor à Secretaria do Bem-Estar social da Prefeitura que faria a entrega.  Seria muito mais econômico.

REELEIÇÃO AMEAÇADA

Tudo indica que o senador Rogério Carvalho levará o partido que preside, o PT, a apresentar candidatura própria para a sucessão municipal em Aracaju. Edvaldo, como sempre, matreiro, faz questão de anunciar a presença PT em sua administração na tentativa de constranger e tornar mais difícil ao partido ganhar asas e decretar seu desligamento do governo do município.

A MILITÂNCIA E O PROTAGONISMO DO PT

Os petistas proclamam a força do partido após o resultado das últimas eleições,  dando-lhes, portanto,  a legitimidade necessária para pleitear o cargo na disputa eleitoral de 2020 na majoritária, como cabeça de chapa.

A TUITADA DA VICE

A vice-governadora Eliane sempre foi econômica nas palavras e cuidadosa antes de tomar posições políticas. Dessa vez apertou no acelerador e foi direto ao ponto. No seu twitter postou uma mensagem bem clara: apoia a pretensão do PT, seu partido, em apresentar candidatura própria à sucessão de Edvaldo.

PENSANDO EM 2022

Edvaldo sabe que o pré-vestibular para o governo do Estado será a sua reeleição.  É o sonho que ele acalenta, como a maioria daqueles que, no passado, passaram pelo cargo de prefeito da capital. Na tentativa de repetir outras trajetórias (João Alves e Déda), chamou Cauê para marquetar e viabilizar, desde agora.  No entanto, a manifestação da vice de Belivaldo, que, antes, fora a sua vice na prefeitura, por certo lhe deixou de  barbas de molho, e ainda mais brancas , e de cabelos em pé. E se Eliane estiver mesmo pensando em sentar na cadeira que hoje é dele?  A situação seria periclitante. Na certa, o governador Belivaldo  nada faria para impedir o intento da vice, nem tampouco deixaria de, no decorrer da campanha, dar-lhe o devido apoio.

TURISMO EM BAIXA

Voos diretos de outras capitais para Sergipe constitui um verdadeiro tabuleiro de xadrez para qualquer turista. O trade turístico em Sergipe sofre o impacto com  os hotéis quase vazios. Turismo em baixa. Enquanto isso, no âmbito do governo, o silêncio é ensurdecedor quando se indaga sobre  a redução do ICMS da gasolina de aviões, como fez vários Estados com o objetivo de incrementar o turismo e gerar emprego e renda no setor.

EM BANHO-MARIA

A política estadual por enquanto está muito morna. Hora de fazer as contas para ultrapassar o período de vacas magras. Enquanto isso, nos municípios a coisa começa a esquentar. Já tem uma lista enorme de candidatos em quase todas as cidades do interior.

CANCÃO ENTRA NO  JOGO

Gilmar Carvalho luta de unhas e dentes para viabilizar a sua candidatura para prefeito de Aracaju.  O Cancão vai dar trabalho, disso não tenham dúvidas. Tem ótima visibilidade na TV Atalaia, e na Alese,  não tem o que perder (tem um mandato de deputado estadual), e muita disposição para o trabalho.

PODER MODERADOR I

A quebra de braço entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tem sido vista com bons olhos pelos analistas políticos e pelo meio jurídico. O STF, com a abertura democrática, e promulgação da Carta Magna de 88, passou a exercer um papel essencial em nosso regime, o de poder moderador, para conseguir estabelecer, com sua autoridade baseada na isenção, entre os demais poderes um patamar de convivência de paz e harmonia, e o respeito à diversidade de pensamento expressa através da imprensa, que deve ser exercida com liberdade.

PODER MODERADOR II

O STF trouxe para dentro do Tribunal (inquérito sobre fake news), um tema que tem sido explorado pela imprensa como um ato impensado, causando-lhe um desgaste que poderia ter sido evitado. A nota do decano do Tribunal, ministro Celso de Mello, e a decisão do ministro Alexandre de Moraes, em anular o seu próprio ato de proibir a circulação da revista Crusoé, melhoraram o ambiente, mas continuará ainda muito carregado até a finalização do inquérito aberto no STF para coibir fake news que atacam ministros da Corte.

PARLAMENTAR FICA EM BAIXO

Um deputado federal sergipano, conduzindo um prefeito, compareceu ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), para fazer um pedido ao presidente do órgão, em favor do município.  Foi logo avisado na recepção que não poderia subir ao gabinete do presidente. Tinha que ficar no térreo para ser atendido por um assessor  parlamentar, assim que ele pudesse. O presidente do órgão, por ser técnico, não recebe político. É o desprezo do governo Bolsonaro aos políticos. O desprezo à classe política é a tônica desse governo, em nome do novo, e do repúdio à “velha” política”. Afinal, é dever de todo parlamentar não só usar a tribuna para reivindicar. Também deve ter na sua agenda um espaço reservado para comparecer a órgãos federais e solicitar providências em favor de suas bases. Tudo dentro dos princípios republicanos não há reparos a fazer. Isso se chama mero preconceito contra representantes do povo, como se pudesse governar sem eles. A continuar essa conduta de desprezo à classe política a maioria no parlamento será difícil de ser conquistada e mantida para a estabilidade política do governo e aprovação das matérias de seu interesse.

ACV