Um mundo cada vez mais inseguro
A violência e a intolerância deixaram de ser episódios isolados e passaram a compor o cotidiano das sociedades. No Brasil e no mundo, cidadãos pacatos convivem com o medo, enquanto conflitos armados, crimes organizados e discursos de ódio avançam sem freios.
Terrorismo e armas fora de controle
Na Europa, o terrorismo segue produzindo mortes e instabilidade. Nos Estados Unidos, ataques a escolas chocam o mundo e expõem uma tragédia recorrente: crianças assassinadas, enquanto o comércio de armas continua praticamente sem restrições, alimentando um ciclo de violência difícil de conter.
A guerra do tráfico no Brasil
No Brasil, a violência assume contornos ainda mais perversos. A guerra travada pelo tráfico de drogas ultrapassou as ruas e alcançou o sistema prisional. Facções criminosas disputam o comando de um mercado ilícito bilionário, promovendo massacres e impondo um estado permanente de insegurança à população.
Ucrânia: a face cruel do autoritarismo
No cenário internacional, a guerra na Ucrânia revela a brutalidade do autoritarismo. O ditador russo Vladimir Putin mantém ataques constantes com mísseis e drones contra Kiev e outras cidades, matando civis, destruindo infraestrutura essencial e conduzindo milhões de pessoas ao desespero.
Políticas ineficazes e retrocessos democráticos
Diante desse quadro, torna-se evidente que as políticas adotadas para conter a violência e a intolerância não têm surtido os efeitos desejados. Em muitos casos, produzem o efeito inverso, agravando o problema e espalhando seus danos pelo tecido social.
Também preocupa a postura dos Estados Unidos, nação historicamente associada à defesa da democracia. Sob o governo de Donald Trump, medidas econômicas e políticas passaram a ameaçar a soberania de outros países, com a imposição de tarifas elevadas a nações que não se alinham aos seus interesses. A chamada nova ordem mundial, sob o prisma econômico, segue por um caminho incerto.
O risco do terrorismo de Estado
Cresce, ainda, a ameaça do terrorismo de Estado, praticado por ditaduras que se escondem sob o falso discurso democrático. O perigo de que líderes autoritários, em posse de armas nucleares, levem o mundo a uma catástrofe global não pode ser subestimado.
Um pacto global pela paz
Evitar o retorno aos tempos sombrios da Guerra Fria é uma exigência histórica. Hoje, o poder destrutivo das armas nucleares torna qualquer conflito potencialmente letal e irreversível.
Vivemos tempos difíceis. Cabe à humanidade escolher entre a escalada da violência ou a construção de um novo pacto de paz, baseado no respeito à vida, na cooperação entre as nações e na preservação da própria civilização.
Antonio Carlos Valadares
Advogado, ex-governador e ex-senador

