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KOISAS DA POLITIKA – TURISMO PARA DESTRAVAR A ECONOMIA EM SERGIPE

TURISMO COMO ALAVANCA PARA CRESCER

O turismo foi responsável pela injeção de US$ 163 bilhões no Brasil em 2017, o equivalente a 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano. O valor absoluto é 7% maior que o obtido em 2016, US$ 152,2 bilhões. Os dados fazem parte do estudo econômico elaborado pela Oxford Economic para Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), principal consultoria independente do setor no mundo.

A estimativa das entidades que acompanham a evolução do turismo no mundo é que o Brasil possa criar em 2019 perto de 8 milhões de empregos. 

O Nordeste tem um grande potencial para crescer em suas atividades turísticas e Sergipe não pode ficar à margem dessa tendência. 

Para tanto deve se preparar para investir no setor, tendo o cuidado de arrumar primeiro a sua estrutura de apoio. 

SECRETARIA, OU EMPRESA DE TURISMO? 

O caso da hibernação da Empresa de Turismo de Sergipe (EMSETUR), anunciada em entrevista do governador na semana passada, trata-se de uma notícia que não convence. 

Como há um evidente fracasso na política de turismo no Estado, procura-se acusar a empresa como única culpada pelo fato de Sergipe ser o lanterninha no roteiro de viagens para o Nordeste.

Se é para fazer economia de gastos, ao invés da extinção pura e simples de uma empresa que tem 48 anos de existência, o melhor seria acabar com a Secretaria de Turismo, deixando sobreviver o seu braço operativo. 

Para dirigir a empresa o governo poderia convocar um grupo  de técnicos para compor a sua diretoria com a missão  de impulsionar a nossa indústria sem chaminés que, ultimamente, sofre por falta de um incentivo maior das autoridades governamentais, tanto do Estado como da Prefeitura de Aracaju. 

Foi um absurdo aquela nomeação de um ex-prefeito do interior, o qual declarou sem a mínima cerimônia que a partir daquele ato (o de sua nomeação) seria o coordenador em sua região da campanha política da reeleição do governador Belivaldo. E, logo em seguida, a escolha de outro grupo político para a Secretaria de Turismo e Emsetur, cujos titulares não tinham a menor experiência na área, com o único objetivo de fazer uma alavancagem eleitoral no município de Nossa Senhora do Socorro e compensar a perda de um partido político que havia debandado das hostes do governo.

Todas essas mudanças anunciadas, feitas e comemoradas nas solenidades de posse em sequência, ao sabor do apetite dos partidos e das conveniências das acomodações político-eleitorais. 

 

FRITURA À VISTA

Destruir a Emsetur alegando que deseja dar um tratamento mais técnico ao problema do turismo em Sergipe, é um bom discurso político, mas não é uma boa solução.

Por detrás dessa decisão, pode estar unicamente uma estratégia de descarte político que nada tem a ver com mudanças de ordem “técnica”.

É que pela forma como Belivaldo se expressou em uma de suas entrevistas, afirmando que falta experiência ao jovem titular da Secretaria de Turismo, Manoel do Prado Franco Neto, filho do ex-prefeito de Socorro, Zé Franco, um líder político de grande prestígio no município, é bem possível que a sua intenção seja exonerá-lo , e, em seu lugar colocar um técnico.  Tudo bem, mas esse cargo foi oferecido a Zé Franco para socorrer a candidatura de Belivaldo em 2018 que estava perdendo no município de Nossa Senhora do Socorro, em todas as pesquisas eleitorais. 

Comenta-se que existe no ar uma suspeita que o frio e calculista Balivaldo, que tem simpatias públicas  pelo Padre Enaldo, candidato à reeleição, esteja movendo uma pedra no xadrez de suas jogadas políticas para oferecer a Zé Franco outros espaços fora do turismo em seu amplo e generoso governo de coalizão, e evitar uma divisão desse bloco no município de Socorro. 

PROFISSIONALIZAÇÃO DA EMPRESA

Embora não concordando com o meio para resolver (acabar com a Emsetur), concordo com a idéia que surge, ainda que tardia, de se despolitizar  o setor turístico do Estado, o qual, há bem pouco tempo só era utilizado prioritariamente como instrumento para atender aos arranjos e conveniências do momento eleitoral. 

A estrutura administrativa de Emsetur é muito pequena, não tendo mais do que 10 servidores efetivos em sua folha.  Seriam insignificantes os gastos com pessoal, se não fossem pelos cargos em comissão, que são muitos, ocupados em sua imensa maioria por indicações políticas, sem a mínima condição técnica. 

Ao invés de cargos em comissão para preencher sua carência de pessoal, muito melhores resultados poderão ser alcançados agindo para fortalecer  a Emsetur, repelindo o fisiologismo e profissionalizando a empresa.  Caso o governo decidisse pela sua permanência criaria para ela uma estrutura leve, enxuta, moderna e eficiente, como por exemplo, abrindo concurso público para arregimentar servidores com especialização em turismo.

Com uma boa estrutura técnica, o governo com certeza ficará livre de gastar dinheiro do contribuinte com a contratação de consultorias, como fez nesses últimos anos a um custo elevadíssimo de aproximadamente R$ 24 milhões. 

Essa é a oportunidade de ouro que o governo não deve deixar passar, sob pena de arrepender-se lá na frente. Com bons técnicos é possível reverter a situação desfavorável do nosso turismo em comparação com outros Estados do Nordeste, os quais sempre ganham nesse campo de goleada. 

A  Emsetur,  ao longo de sua história teve dirigentes valorosos que se destacavam pela sua atuação meramente técnica, a exemplo de  José Sales, Luiz Eduardo Costa, Mozart Santos e José Roberto de Lima Andrade. 

Atenção: Se você estiver usando celular, para saber mais,  é só rolar para baixo, e, assim você entrará nos meus widgets, com mais notícias, fotos, vídeos e informações sobre um monte de coisas. Valadares

ACV

KOISAS DA POLITIKA – EM 15 MESES DE GOVERNO, CHEGOU PRA RESOLVER?

15 MESES DE GOVERNO

Belivaldo assumiu o poder em caráter definitivo no dia 1º de abril de 2018, em face da renúncia do governador Jackson Barreto que entregou-lhe o cargo para disputar um mandato de Senador da República. O seu governo completou na segunda-feira, dia 1º de junho,  exatamente 15 meses de duração. 

Desde aquele já distante 1º de abril,  Sua Excelência tornou-se chefe do executivo estadual, e não consta que em todo esse período em que governa com diário oficial e tudo o mais à sua disposição, tenha se afastado do cargo.

Pelo contrário, tendo vivido,  e conhecido a intimidade da máquina estatal, apesar da quebradeira anunciada, encantara-se com sua magnitude e influência, passando  desde então a manobra-la com requintes profissionais e estratégias bem planejadas. Usou-a com a ajuda de sua caneta bic pra marcar, em ritmo alucinante, a inauguração de obras e pra dar ordens de serviço em municípios e povoados que lhe pudessem dar votos; nomear com uma voracidade eleitoreira impressionante, como é do seu mais novo estilo, cabos eleitorais e apaniguados políticos, dando-lhes como única obrigação dedicarem-se com afinco à sua campanha para reeleger-se governador. 

No entanto, o seu marketing, para dissimular um prazo menor de governo distribui releases divulgados pela mídia, contando maravilhas que aconteceram nos últimos 6 meses, omitindo o período anterior, de 9 meses, entre abril e dezembro de 2018, tempo em que governou sem nenhuma interrupção.

Deve-se assinalar que, no tempo compreendido entre janeiro de 2015 até abril de 2018, ele e o seu antecessor fizeram tudo juntos, a quatro mãos, como costumava dizer em tom de agradecimento o ex-governador Jackson Barreto. 

Só se fala nos primeiros 6 meses da “nova” gestão. O período anterior de 9 meses que, somado ao atual, é igual a 15 meses de governo, não entra na conta. 

POR QUE ESCONDER A DATA DO INÍCIO DO GOVERNO?

Por que motivo o  governador está naquela de  convencer aos menos exigentes, que esqueçam os 9 meses de governo do ano de 2018 D.C.?   Perguntar não ofende,  sua excelência exerceu ou não exerceu com todas as formalidades legais o poder que lhe dera o seu antecessor ao renunciar? Não creio que alguém teria ocupado esse espaço em seu lugar pelo seu estilo concentrador com viés autoritário. 

Então, seria  porque quem lhe passara  a faixa caiu em desgraça aos olhos dos eleitores?  Seria para evitar mais algum desgaste que pudesse contaminar a sua caminhada? Afinal, se o governo do seu antecessor não valeu a pena, apesar de seu intenso protagonismo em todas as decisões, por que então assumiu no seu lugar com todos os poderes que a Constituição lhe garantia em 1º de abril do ano passado, inclusive com o ônus do desgaste? 

Ou será que ele quer que o povo esqueça o que fez no ano passado pra ganhar as eleições, quando ultrapassou a linha divisória do bom senso, e deu motivo à procuradoria eleitoral para  pedir a cassação por inteiro da chapa de governador e vice, cuja denúncia está pendente de julgamento no TRE?

MOSTRAR O QUE FEZ E INCUTIR OTIMISMO 

Já é tempo de o governador Belivaldo mostrar o que fez em 15 meses. O povo pode perder a paciência e começar a fazer lorota de seu marketing de campanha de que “chegou pra resolver”.

Tem que começar a espalhar otimismo e confiança com ações concretas de governo. É pura invencionice ou conversa para inglês ver, para ganhar tempo e afastar cobranças, utilizar-se da descoberta do gás natural na costa sergipana pela Petrobras, como premissa para resolver problemas graves de nossa economia e da gestão administrativa atual.

Vai ser lá pelo ano de 2023, quando ele deixar o governo, que essa riqueza na plataforma continental dará resultados em favor do Estado com o recebimento dos primeiros royalties.

TURISMO COMO ALAVANCA PRA CRESCER

O turismo foi responsável pela injeção de US$ 163 bilhões no Brasil em 2017, o equivalente a 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no ano. O valor absoluto é 7% maior que o obtido em 2016, US$ 152,2 bilhões. Os dados fazem parte do estudo econômico elaborado pela Oxford Economic para Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), principal consultoria independente do setor no mundo.

A estimativa das entidades que acompanham a evolução do turismo no mundo é que o Brasil possa criar em 2019 perto de 8 milhões de empregos. 

O Nordeste tem um grande potencial para crescer em suas atividades turísticas e Sergipe não pode ficar à margem dessa tendência. 

Para tanto deve se preparar para investir no setor, tendo o cuidado de arrumar primeiro a sua estrutura de apoio. 

SECRETARIA, OU EMPRESA DE TURISMO? 

O caso da hibernação da Empresa de Turismo de Sergipe (EMSETUR), anunciada em entrevista do governador na semana passada, trata-se de uma notícia que não convence. 

Como há um evidente fracasso na política de turismo no Estado, procura-se acusar a empresa como única culpada pelo fato de Sergipe ser o lanterninha no roteiro de viagens para o Nordeste.

Se é para fazer economia de gastos, ao invés da extinção pura e simples de uma empresa que tem 48 anos de existência, o melhor seria acabar com a Secretaria de Turismo, deixando sobreviver o seu braço operativo. 

Para dirigir a empresa o governo poderia convocar um grupo  de técnicos para compor a sua diretoria com a missão  de impulsionar a nossa indústria sem chaminés que, ultimamente, sofre por falta de um incentivo maior das autoridades governamentais, tanto do Estado como da Prefeitura de Aracaju. 

Foi um absurdo aquela nomeação de um ex-prefeito do interior, o qual declarou sem a mínima cerimônia que a partir daquele ato (o de sua nomeação) seria o coordenador em sua região da campanha política da reeleição do governador Belivaldo. E, logo em seguida, a escolha de outro grupo político para a Secretaria de Turismo e Emsetur, cujos titulares não tinham a menor experiência na área, com o único objetivo de fazer uma alavancagem eleitoral no município de Nossa Senhora do Socorro e compensar a perda de um partido político que havia debandado das hostes do governo.

Todas essas mudanças anunciadas, feitas e comemoradas nas solenidades de posse em sequência, ao sabor do apetite dos partidos e das conveniências das acomodações político-eleitorais. 

Destruir a Emsetur alegando que deseja dar um tratamento mais técnico ao problema do turismo em Sergipe, é um bom discurso político, mas não é uma boa solução. E, por detrás dessa decisão pode estar uma estratégia de descarte político. Pela forma como Belivaldo se expressou em uma de suas entrevistas, afirmando que falta experiência ao jovem titular da Secretaria de Turismo, Manoel do Prado Franco Neto, filho do ex-prefeito de Socorro, Zé Franco, um líder político de grande prestígio em Socorro, é possível que a sua intenção seja exonerá-lo , e, em seu lugar colocar um técnico.  Tudo bem, mas esse cargo foi oferecido a Zé Franco para socorrer a candidatura de Belivaldo em 2018 que estava perdendo no município de Nossa Senhora do Socorro, em todas as pesquisas eleitorais. 

Comenta-se que existe no ar uma suspeita que o frio e calculista Balivaldo, que tem simpatias públicas  pelo Padre Enaldo, candidato à reeleição, esteja movendo uma pedra no xadrez de suas jogadas políticas para oferecer a Zé Franco outros espaços fora do turismo em seu amplo e generoso governo de coalizão, e evitar uma divisão desse bloco no município de Socorro. 

PROFISSIONALIZAÇÃO DA EMPRESA

Embora não concordando com o meio para resolver (acabar com a Emsetur), concordo com a idéia que surge, ainda que tardia, de se despolitizar  o setor turístico do Estado, o qual, há bem pouco tempo só era utilizado prioritariamente como instrumento para atender aos arranjos e conveniências do momento eleitoral. 

A estrutura administrativa de Emsetur é muito pequena, não tendo mais do que 10 servidores efetivos em sua folha.  Seriam insignificantes os gastos com pessoal, se não fossem pelos cargos em comissão, que são muitos, ocupados em sua imensa maioria por indicações políticas, sem a mínima condição técnica. 

Ao invés de cargos em comissão para preencher sua carência de pessoal, muito melhores resultados poderão ser alcançados agindo para fortalecer  a Emsetur, repelindo o fisiologismo e profissionalizando a empresa.  Caso o governo decidisse pela sua permanência criaria para ela uma estrutura leve, enxuta, moderna e eficiente, como por exemplo, abrindo concurso público para arregimentar servidores com especialização em turismo.

Essa é a oportunidade de ouro que o governo não deve deixar passar, sob pena de arrepender-se lá na frente. Com bons técnicos é possível reverter a situação desfavorável do nosso turismo em comparação com outros Estados do Nordeste, os quais sempre ganham nesse campo de goleada. 

A  Emsetur,  ao longo de sua história teve dirigentes valorosos que se destacavam pela sua atuação meramente técnica, a exemplo de  José Sales, Luiz Eduardo Costa, Mozart Santos e José Roberto de Lima Andrade. 

ACV

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ACV

CONSULTORIAS EM ALTA, TURISMO EM BAIXA

CONSULTORIAS NUMA BOA

No decorrer da semana passada, primeiro no programa Nova Manhã, do radialista André Barros, depois no JC, a notícia de maior destaque foi a relacionada a contratos milionários feitos pela Secretaria de Estado do Turismo com empresas de consultorias.

O dinheiro é do governo federal, veio para Sergipe através do Prodetur, que é administrado pelo Ministério do Turismo. 

Esses contratos em três anos de vigência atingiram o montante absurdo de quase R$ 24 milhões. O noticiário informou que só uma empresa teria embolsado quase a metade das contratações efetuadas.

Perguntar não ofende, notadamente porque a notícia veio com a aparência de algo mal feito: as consultorias ganharam muito dinheiro, e o que ganhou o turismo sergipano?

Diante desse volume imenso de recursos aplicados pelo Estado, seria natural que tal despesa se transformasse em investimento, contribuindo para a alavancagem do turismo local, o qual, lamentavelmente, continua capengando, para não dizer, quase que inexistente.

TURISMO EM SERGIPE DE MAL A PIOR

Companhias aéreas desistem de escalas de viagem para Aracaju, hotéis e restaurantes reclamam das ridículas taxas de ocupação, e Sergipe, pelo menos por agora, não tem qualquer destaque no roteiro turístico nacional.

                               Salvador    

Os turistas que vêm do Sul-Sudeste em aviões superlotados, descem, costumeiramente, primeiro em Salvador. Se resolvem prosseguir viagem e conhecer outros lugares do Nordeste, as suas belezas naturais, museus, patrimônio histórico e cultural, praias e rios, passam por cima de Aracaju, e descem em Maceió para curtir as belas opções divulgadas e oferecidas pela Secretaria de Turismo do governo do  Estado de Alagoas.

                                    Maceió

Como não houve qualquer incremento do setor turístico em Sergipe durante essa fase de vigência dos contratos – antes pelo contrário, um decréscimo visto a olhos nus -, é de se concluir que foi no mínimo uma aplicação sem sentido e sem qualquer objetividade, investir em consultorias que nada fizeram para mudar a nossa realidade.

INVESTIGAÇÃO RIGOROSA

Pela repercussão do caso, e pelas suspeitas que terminou gerando, espera-se que o governador Belivaldo, assim como pediu ao TCE uma auditoria na folha de servidores do Estado para encontrar fantasmas ou duplicidade irregular de empregos, encaminhe pedido ao TCU, por se tratar de recursos federais, para fazer uma investigação rigorosa nos contratos de consultorias. 

O intuito seria o de conhecer sobre o mérito, a exigibilidade e a legalidade dos contratos assinados pela Secretaria de Estado do Turismo desde o ano de 2016.

No caso de qualquer irregularidade insanável o Estado seria ressarcido de algum prejuízo causado ao erário, e, havendo culpados que fossem punidos na forma da lei. 

É o que se espera de um governo que chegou pra resolver e que faz questão de apregoar a seriedade e o acerto de todos os seus atos envolvendo dinheiro público.

Uma observação que não pode passar ao largo é que, devido à soma elevada de recursos, tais contratos nunca seriam celebrados pela Secretaria sem o aprove-se ou a aceitação do governo.

A Secretaria de Estado de Comunicação, que sempre se manifesta com agilidade, ousadia e firmeza, desqualificando toda e qualquer crítica contra o governo, neste caso, estranhamente, optou pelo silêncio. 

Antes que um senador ou deputado federal se interesse pelo caso e consiga aprovar um requerimento de informações para melhor elucidar a exorbitância dos gastos de recursos da União com consultorias,  é aconselhável que o governo se  antecipe. 

ACV

SERGIPE COMO EU PENSO

CHEGAR PRA RESOLVER, ENTREGAR-SE AO DESÂNIMO, CULPAR OS OUTROS OU CIRCUNDAR A CRISE?

 

 

A CRÍTICA  POLÍTICA E A ECONOMIA SEM RUMO

Fazer críticas ao governo é uma coisa muito importante na politica, principalmente quando ela é exposta ao público com moderação e espírito público. Todavia, a crítica se torna mais valorizada, e vista com interesse pela sociedade quando vem acompanhada de sugestões, ou de alternativas viáveis, para ajudar, sem interesses subalternos, a resolver as grandes questões enfrentadas por quem governa. Não existe democracia sem a livre circulação de notícias, e o respeito à diversidade de opinião.

Sem perda de tempo, quais as questões mais cruciais com que se defronta o governo de Sergipe? Obedecendo a uma hierarquia mais ou menos aceita dessas questões, temos a saúde, a segurança, a educação, o desemprego, a habitação, o atraso da folha, a falta de obras estruturantes, tudo isso agravado pela fragilidade de nossa economia, uma das mais dependentes do país.

Sem resolver a questão da economia local, hoje completamente sem rumo, antes impulsionada pela presença marcante da Petrobras, não há como alcançar algum ganho de bem-estar social, notadamente para camadas mais pobres da população, pelo menos em nível suportável.

Ficar de pires na mão, apontando o dedo para o governo da União como possível culpado pela crise, e, ao mesmo tempo, indo atrás de empréstimos sem a devida capacidade de pagamento, ou de recursos federais a fundo perdido, apenas serve para confirmar a nossa dependência do poder central, não vence a crise, não resolve as grandes questões que desafiam a gestão governamental.

É POSSÍVEL FAZER PULSAR A ECONOMIA SEM A PETROBRAS?

O governo tem que fazer pulsar  a economia do Estado para gerar empregos, e aumentar a arrecadação sem precisar tomar medidas impopulares e inconsequentes como a elevação de impostos. Com uma economia pujante, alterando o nosso perfil de desenvolvimento, novos caminhos serão abertos pela atração de empresas que aqui queiram se instalar e investir, acreditando na nossa capacidade de fortalecer a iniciativa privada, como fonte de riqueza e geração de renda. Segmentos sociais como educação, saúde e segurança,  somados aos repasses federais obrigatórios e garantidos pela Carta Magna, sofrerão um impacto positivo, fazendo com que os índices humilhantes que colocam o nosso Estado entre os piores da nação, apontem uma curva ascendente e promissora.

Já se viu que a Petrobras, que tanto investiu em Sergipe no passado (a adutora do São Francisco, a Mina de Potássio e o Porto), desamarrou sua barraca, arrumou suas malas e sai daqui assim como de fininho, deixando um rastro de desemprego e muitas desilusões, a exemplo do caso da Fafen, tratado pela empresa com uma gélida indiferença, apesar dos apelos de nossos representantes no Senado, na Câmara e pelo governo do estado.

A Petrobras explorou, investiu, deu empregos, extraiu óleo e gás em terra e nas plataformas marítimas. Agora, atendendo às exigências de seus acionistas, que moram no Brasil e no exterior, empenha-se no trabalho de recuperação de sua imagem, fortemente abalada pela sucessão de escândalos que quase a leva à bancarrota. A empresa está atrás do prejuízo financeiro causado por gestões desastrosas mais recentes. Vamos torcer que essa maré de ondas destruidoras passe o mais rápido possível e que a maior empresa brasileira volte a investir em Sergipe, inclusive explorando as imensas jazidas de petróleo e gás existentes na camada do pré-sal.

FORTALECER A AGRICULTURA E NUNCA ABANDONAR O SONHO DO CANAL DE XINGÓ

Portanto, não podemos esperar por investimentos da Petrobras para explorar o pré-sal cuja descoberta foi anunciada pela própria empresa como um tesouro para o futuro do país. Essa riqueza que dorme na nossa plataforma continental   tem data incerta e não sabida para ser explorada e comercializada. Façamos primeiro a nossa parte com confiança e otimismo, sem nos apegarmos a hipóteses distantes e inacessíveis, pelo menos por enquanto. Milagres estão longe de acontecer no cenário nacional que possam salvar Sergipe de uma debacle total, que, felizmente ainda não se concretizou.

Fortalecer a agricultura de um modo geral, a começar pela agricultura familiar, tem que ser uma meta que não se pode perder de vista. O Banese, ao lado do BB e do BNB, terá um grande papel a cumprir. Facilitar o crédito aos agricultores é obrigação inadiável do governo; promover a assistência técnica que praticamente deixou de existir no campo, tem que ser retomada pelo Estado, reestruturando e qualificando a Endagro.

A pesquisa, como mecanismo de apoio a projetos de ocupação e uso sustentável da terra, na busca de novas alternativas para os produtores agrícolas, deverá ser arma importante para diversificar a agricultura e fomentar o surgimento de outras formas de plantio, cientificamente apontadas como viáveis.

A Embrapa de Sergipe e a de Petrolina (BA), estão aparelhadas e sempre prontas para contribuir com os estados através de suas pesquisas, como recentemente se deu com a produção de uva em Canindé e Poço Redondo, com um custo insignificante, diante das premências do estado nesse segmento.

De outro lado, uma obra estruturante como o Canal de Xingó deixou de aparecer na pauta de reivindicações de nossas autoridades do executivo e do legislativo. O governo do estado e a nossa bancada federal terão  que sensibilizar o governo da Bahia, mostrando a importância do investimento (em torno de R$ de 2 bi). Esse Canal, pelo projeto, nasce na Bahia e penetra no Sertão sergipano, trazendo água da barragem de Paulo Afonso, correndo todo o percurso previsto de pouco mais de 200 quilômetros, por gravidade, sem bombeamento e gasto de energia.   É preciso tirar da gaveta da Codevasf, em Brasília, todos os projetos do Canal de Xingó, já elaborados e prontos, e retomar as negociações com o governo da Bahia e sua bancada federal. Essa obra se fosse realizada, além de amenizar o sofrimento do sertanejo em períodos de secas ou estiagem prolongada, evitaria o êxodo rural, e fortaleceria a estrutura de produção da bacia leiteira, que tem como centro o polo de desenvolvimento localizado no município de Glória. Além de evitar a dizimação de nosso rebanho bovino, como aconteceu há dois anos atrás.

O TURISMO COMO ALAVANCA PARA REERGUER A NOSSA ECONOMIA 

O turismo, que poderia se tornar uma fonte de geração de emprego e renda, parece não estar entre as prioridades do governo.  O atraso das obras de construção do Centro de Convenções, é a comprovação do descaso, senão, da incompetência; há cerca de sete anos anda em compasso de banho-maria, precisa ser acelerada e a obra inaugurada o mais rápido possível.

Alagoas, aqui ao lado, investiu o quanto pôde em turismo, e está entre os destinos mais procurados para quem aporta no Nordeste.

Estamos perdendo boas oportunidades para a alavancagem do turismo de eventos que acontecem em outros estados do Nordeste, por falta de um lugar adequado para a realização de seminários e congressos nacionais e internacionais. Temos hotéis e restaurantes de primeira linha, oferecendo hospedagem e a nossa ampla e apreciável gastronomia.

Cursos de turismo, publicidade institucional, reuniões com segmentos do turismo em centros como São Paulo, Rio e Minas Gerais, poderiam ajudar a estimular visitas ao nosso Estado, que tem muito a apresentar, desde seu patrimônio artístico e cultural, passando pela culinária, praias, passeios ao Cânion, etc.

REDUÇÃO DO ICMS PARA AUMENTAR O NÚMERO DE VOOS

Além do término dessa obra, se o governo quer atrair turistas, desde logo deverá reduzir o ICMS do querosene dos aviões, como procedeu a maioria dos estados do abrasileirado, sob pena de o roteiro de Sergipe sair, definitivamente, do mapa de viagens dos turistas brasileiros, e do exterior. Não temos hoje à certeza de que estrangeiros possam a saber onde fica mesmo a nossa terrinha.

Por causa do alto preço da gasolina de aviação cobrado no aeroporto de Aracaju, pela incidência de uma elevada alíquota do ICMS, já perdemos várias escalas de voos diretos para Buenos Aires, inclusive os voos domésticos diretos de turistas de outras plagas do país.

Um prejuízo incalculável para o ramo hoteleiro que passou a ter uma ocupação inferior a 40%.

SABER OUVIR PARA ESTIMULAR A PARTICIPAÇÃO 

Sergipe tem viabilidade.

É só colocar a cabeça para pensar, fazer planejamento estratégico, investir na educação formal e profissionalizante, cuidar de nossas crianças, e não achar que quem governa é um super homem pra resolver sozinho e que, assim, vai debelar a crise em poucos anos.

A sociedade quer  ser ouvida e participar desse empreendimento.

Se houver abertura e transparência para esse projeto de recuperação de nossa economia, haveremos de abreviar a crise e atenuar o sofrimento dos sergipanos.

Pra frente Sergipe!

ACV

 

 

BELIVALDO APOIA CONSÓRCIOS PÚBLICOS

Ao apoiar, em reunião de governadores do Nordeste os consórcios públicos, o governador reconhece a importância do projeto de minha autoria, que se converteu em lei (https://is.gd/kPZ6yl).  Essa proposição autoriza a realização de consórcios pelos estados e municípios para a realização de compras e obras diversas, contribuindo para reduzir os custos de todas as licitações. Compras de medicamentos podem ser feitas em conjunto, como também a realização de obras de interesse comum a exemplo de pontes, hospitais, estradas, matadouros, etc. Veja:https://is.gd/ZC4G3k