petróleo e gás

Intervenções, ataques e invasões dos EUA

Nas fotos em destaque, sem obediência de períodos de governo, alguns dos presidentes que comandaram ações militares em outras Nações).

Linha do Tempo — Intervenções e Operações dos EUA (1945–2026)

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Anos 1940

  • 1947–1949 — Grécia (Guerra Civil): Apoio dos EUA por meio de ajuda militar e da CIA contra forças comunistas. Presidente: Harry Truman (Democrata).  

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Anos 1950

  • 1950–1953 — Guerra da Coreia: EUA lideram operação militar sob mandato da ONU contra a Coreia do Norte e aliados. Presidentes: Truman (Dem.) → Eisenhower (Republicano).  
  • 1953 — Irã (Operação Ajax): Golpe de Estado apoiado pela CIA para derrubar Mossadegh e reinstalar o xá. Presidente: Dwight D. Eisenhower (Republicano).  
  • 1954 — Guatemala: Golpe contra Jacobo Árbenz com direção da CIA. Presidente: Eisenhower (Republicano).  
  • Final dos anos 1950 — Operação 40 / Operação Mongoose (Cuba): Ações secretas da CIA contra o regime de Fidel Castro, incluindo preparativos de forças exiladas e planos clandestinos para desestabilização. Presidente: Eisenhower → John F. Kennedy (Democrata).  

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Anos 1960

  • 1961 — Baía dos Porcos (Cuba): Invasão fracassada por exilados cubanos apoiados pela CIA. Presidente: John F. Kennedy (Democrata).  
  • 1962–1975 — Laos: Apoio militar e operações covertas da CIA na chamada “Guerra Secreta” no Laos durante a Guerra do Vietnã. Presidentes: Kennedy → Johnson → Nixon.  
  • 1964 — Congo (Zaire): Apoio logístico e transporte de tropas durante rebeliões. Presidente: Lyndon B. Johnson (Democrata).  
  • 1965 — República Dominicana: Intervenção militar com envio de tropas (Operação Power Pack). Presidente: Lyndon B. Johnson (Democrata).  
  • 1964–1975 — Vietnã / Camboja: Guerra aberta e bombardeios U.S. como parte da Guerra do Vietnã. Presidentes: Johnson → Nixon.  

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Anos 1970

  • 1973 — Chile: Apoio da CIA ao golpe contra Salvador Allende. Presidente: Richard Nixon (Republicano).  
  • 1975–1990s — Angola: Apoio logístico e financeiro a facções durante a guerra civil. Presidentes: Ford (Republicano) → Carter (Democrata) → Reagan (Republicano).  
  • 1979–1989 — Afeganistão (Operação Ciclone): A CIA financia e arma mujahideen contra a invasão soviética. Presidentes: Carter (Democrata) → Reagan (Republicano).  

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Anos 1980

  • 1981–1990 — Nicarágua (Contras): Guerra por procuração contra o governo sandinista apoiado pela CIA. Presidente: Ronald Reagan (Republicano).  
  • 1983 — Granada: Invasão militar dos EUA para derrubar o governo. Presidente: Reagan (Republicano).  
  • 1986 — Líbia: Bombardeios aéreos contra alvos ligados ao regime de Gaddafi. Presidente: Reagan (Republicano).  
  • 1989 — Invasão do Panamá: Operação Just Cause, prisão de Manuel Noriega. Presidente: George H. W. Bush (Republicano).  

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Anos 1990

  • 1991 — Guerra do Golfo (Iraque): Operação militar internacional liderada pelos EUA após a invasão do Kuwait. Presidente: George H. W. Bush (Republicano).  
  • 1993–1994 — Somália: Intervenção militar humanitária com tropas americanas. Presidente: Bill Clinton (Democrata).  
  • 1994 — Haiti: Operação para restaurar governo constitucional. Presidente: Clinton (Democrata).  
  • 1999 — Kosovo (OTAN): Bombardeios liderados pelos EUA/OTAN contra Sérvia. Presidente: Clinton (Democrata).  

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Anos 2000

  • 2001–2021 — Afeganistão: Invasão após os ataques de 11 de setembro; longa ocupação com forças americanas. Presidentes: George W. Bush (Republicano) → Obama (Democrata) → Trump (Republicano) → Biden (Democrata).  
  • 2003–2011 — Iraque: Segunda Guerra do Golfo, derrubada de Saddam Hussein e ocupação. Presidente: George W. Bush (Republicano).  

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Anos 2010

  • 2011 — Líbia (OTAN): Bombardeios e apoio a rebeldes na guerra civil. Presidente: Barack Obama (Democrata).  
  • 2014–presente — Síria e Iraque: Operações contra o ISIS com forças especiais e bombardeios. Presidentes: Obama → Trump → Biden.  

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Anos 2020

  • 2025 — Operações no Caribe e Golfo contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas: Série de ataques militares e CIA envolvidos em operações encobertas. Presidente: Donald Trump (Republicano).  
  • **3 de janeiro de 2026 — Operação Absolute Resolve (Venezuela): Intervenção militar para capturar o presidente Nicolás Maduro, transportado aos EUA para julgamento. Presidente: Donald Trump (Republicano).  

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Observações importantes

  • Essa cronologia inclui intervenções militares diretas, guerras, operações e ações reconhecidas por pesquisa histórica e enciclopédica.  
  • A totalidade das intervenções é extensa (quase 400 registradas desde o fim da Segunda Guerra Mundial), mas esta linha do tempo destaca os eventos mais marcantes e frequentemente citados na história internacional.  
  • Em vários casos (como ações da CIA ou ataques com drones), o envolvimento direto dos EUA não envolveu declaração formal de guerra, mas teve impacto relevante nas políticas e governos dos países-alvo.  

 

 
 

O PRÉ-SAL ABRE UM NOVO HORIZONTE PARA O BRASIL

UM TESOURO NA PLATAFORMA CONTINENTAL

As jazidas de petróleo e gás até o momento descobertas no Brasil estão estimadas em 15,9 bilhões de barris. O plano do Ministério de Minas e Energia é ampliar esse volume em 50%, com a exploração avançando no mar além das 200 milhas náuticas (cerca de 370 quilômetros da costa), fixado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Há um pleito do Brasil junto à ONU no sentido de ampliar esse limite para 350 milhas náuticas (cerca de 650 quilômetros da costa).

Estudos avançados apontam a faixa na vizinhança do pré-sal, na Bacia de Santos, litoral paulista como a de maior potencial. Essa área, que detém reservatórios que correspondem a 57% da produção de petróleo do Brasil, é conhecida como espelho do pré-sal. 

Sobre os trabalhos de exploração de petróleo e gás acima dos limites de 200 milhas, a previsão é de que os blocos serão leiloados entre 2020  e 2021.

Se a ONU aprovar o novo limite de 350 milhas náuticas requerida pelo Brasil,  com a experiência que tem a Petrobrás e outras companhias privadas na exploração do ouro negro em águas profundas, cresce a perspectiva de nos tornarmos, de fato, auto suficientes em petróleo e gás, além de chegarmos à uma condição especial de país produtor por excelência disputando com vários outros países o aprimoramento da exploração na plataforma continental, e os primeiros lugares na produção desse riqueza que move o mundo, apesar do progresso da tecnologia da energia limpa, em benefício do meio ambiente, como a solar e a eólica. 

O BRASIL PODE SE TORNAR O 5º PRODUTOR MUNDIAL DE PETRÓLEO

Oriente Médio é a região que abriga as maiores reservas mundiais de petróleo (cerca de 65%). Mas os 5 maiores produtores são: Estados Unidos, Arábia Saudita, Rússia, Canadá e China.

O Brasil aparece na nona posição da lista divulgada pelo EIA (Estoques de Petróleo Bruto – EIA Crude Oil Stocks Change), tendo produzido, em 2017, cerca de 3,36 milhões de barris por dia. Depois da descoberta das reservas na camada pré-sal, o país passou a ter mais destaque na produção e exportação do mineral.

De acordo com Mauro Ferreira Coelho, diretor de Estudos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisas Energética (EPE), o Brasil tem capacidade para se tornar um dos cinco maiores exportadores de petróleo até 2026. A previsão positiva é baseada no crescimento constante da produção brasileira. A estimativa do EPE é que o país alcance a marca de 5,2 milhões de barris por dia. Saiba mais agência brasil

O NOVO PLANO DE GÁS E A SITUAÇÃO PRIVILEGIADA DE SERGIPE 

Segundo o professor Rômulo Sampaio, professor de Direito Ambiental da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em depoimento concedido ao Jornal O Globo (ed. 29/07), “concorda que ainda faltam estudos para dimensionar o potencial desse expansão. Mas ressalta que, desde que o Brasil fez o pedido à ONU, nenhum país pode estudar a área: – Todo esse processo garante maior segurança ao país. No mar estão 85% de nosso petróleo, 75% do gás e 45% do pescado. São muitos os recursos”. 

Visando a ampliação dessa exploração na plataforma continental, em outubro está marcado um megaleilão que vai proporcionar ao governo uma arrecadação de cerca de R$ 100 bilhões, um evento que vai reanimar sem dúvida a indústria do petróleo.

Espera-se que entre os investimentos na área de exploração, construção de oleodutos e gasodutos, sejam acelerados a fim de que os sergipanos e nordestinos possam usufruir das imensas reservas na de gás, cujas descobertas foram anunciadas pela Petrobras.

O novo plano de gás natural do governo pode ajudar a criar no Nordeste um um grande polo de desenvolvimento, facilitando o surgimento de indústrias petroquímicas e estimulando outros investimentos, inclusive na área das termelétricas.

Nesses planos futuros o que martela na mente de empresários e da população é o barateamento do preço do gás. 

ACV

 

 

DESCOBERTA DA PETROBRAS COLOCA SERGIPE EM 1º LUGAR NA PRODUÇÃO DE GÁS

Petrobrás faz a maior descoberta desde o pré-sal, em Sergipe e Alagoas

De seis campos de exploração, Petrobrás espera extrair cerca de 20 milhões de m³ por dia de gás natural, o equivalente a um terço da produção atual brasileira; investimentos necessários para limitar área e construir gasoduto são de R$ 2 bi

Fernanda Nunes, enviada especial, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2019 | 04h00

ARACAJU – A Petrobras fez em Sergipe sua maior descoberta desde o pré-sal, em 2006. De seis campos, espera extrair 20 milhões de m³ por dia de gás natural, o equivalente a um terço da produção total brasileira. Divulgada no mês passado, a descoberta deve gerar R$ 7 bilhões de receita anual à estatal e sócias, calcula a consultoria Gas Energy. Na avaliação do governo, a conquista pode ajudar a tirar do papel o esperado “choque de energia barata” prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes – plano para baratear em até 50% o custo do gás natural e “reindustrializar” o País.

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“Com a entrada de novos atores e a ocupação da rede de transporte, vamos ter competição”, disse secretário de Petróleo e Gás. Foto: JORGE HENRIQUE/ESTADAO

A aposta do governo é que, em pouco tempo, deva sair de Sergipe o gás mais barato do Brasil. Primeiro, pelo próprio aumento da produção, que ajuda na redução dos custos. Segundo, pela entrada em operação de rivais da petroleira, como a americana ExxonMobil, que tem projetos de exploração na região. Por fim, pela presença de empresas importadoras de gás, que também vão concorrer pela infraestrutura de escoamento. Dessa maneira, a tendência é de redução na tarifa de transporte e, com isso, também do preço final do produto.

 

“Vamos ter competição. É isso que vai fazer o preço baixar”, afirma o secretário de Petróleo e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Felix, que participa da elaboração do plano de Guedes.

O governo também tem a expectativa de estimular a economia na região com o gás. De 2014 a 2017, a cadeia de óleo e gás ficou praticamente paralisada como reflexo da forte queda no preço do insumo no mercado internacional e das revelações da Operação Lava Jato da Polícia Federal, que revelou bilhões em desvios de recursos na Petrobrás. “É possível que a gente assista a uma retomada da indústria de petróleo e gás no Nordeste, onde tudo começou”, diz o presidente da Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto.

O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Felipe Kury, classifica o potencial da Bacia de Sergipe-Alagoas como “muito promissor”. Além dos seis campos da Petrobrás, a ANP acredita que existem na região outras áreas com indícios de presença de petróleo e gás que, nos próximos anos, podem resultar em novas descobertas relevantes.

Pelos dados do MME, para delimitar o reservatório e construir um gasoduto até a costa, a Petrobrás deve gastar US$ 2 bilhões ainda neste ano. A estatal não revela os planos para a região. Por meio de sua assessoria, informou apenas que “as águas profundas de Sergipe vêm mostrando grande potencial para o desenvolvimento”. Disse também que o orçamento do projeto está previsto em seu plano estratégico para os próximos cinco anos. Por enquanto, a estatal está trabalhando apenas na exploração, mas não na produção dos campos.

Expectativa

O gás já provoca uma reviravolta na economia de Sergipe. “Virei um caixeiro viajante, batendo de porta em porta de indústrias, oferecendo as vantagens do gás natural a quem quiser se instalar no Estado”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Augusto Pereira de Carvalho.

O Estado está agora concentrado em atrair grandes consumidores de gás para o município de Barra dos Coqueiros, vizinho a Aracaju, onde funciona o Porto de Sergipe, e, no futuro, deve estar de pé um novo distrito industrial. Na pequena cidade de apenas 25 mil habitantes, cercada por praias e mangue, começa a surgir um arranjo inédito de empresas interessadas no combustível.

De um lado, estão produtores e uma unidade de importação do gás. Do outro, potenciais consumidores, atraídos pela perspectiva de pagar menos pelo combustível. Às empresas, Carvalho tem argumentado que, com tanta oferta, não haverá alternativa aos fornecedores de gás senão baixar o valor da matéria-prima. Assim espera trazer de volta, principalmente, indústrias de vidro e cerâmica, que dependem do gás para fabricar produtos melhores e a um custo menor.

Até a nova onda deflagrada pela descoberta da Petrobrás, o governo estadual se via às voltas com a suspensão de investimentos da estatal, que, no passado, chegou a responder por um terço de todo dinheiro movimentado pela indústria sergipana. O Estado sentiu o golpe, por exemplo, do fechamento da fábrica de fertilizantes, a Fafen-SE, e do freio em campos produtores de petróleo e gás, colocados à venda pela estatal.

Diante desses e outros reveses, e a expectativa de extinção de postos de trabalho, a notícia da descoberta criou uma sensação de que “há uma luz no fim do túnel”, disse Carvalho.

Livre

O Estado quer ainda incentivar a criação de uma nova figura no mercado de gás – a do consumidor livre, autorizado a importar seu próprio combustível, sem precisar utilizar a rede de dutos de distribuição de uma concessionária local. Com essa mudança, o esperado é reduzir mais um pouco o preço do produto, que não contaria com a tarifa cobrada pela distribuidora. Uma experiência chegou a ser feita em Sergipe, mas parou na Justiça. A distribuidora local, a Sergás, contesta a legalidade do modelo. Ela alega que o contrato de concessão garante a ela a exclusividade do negócio de gás no Estado.

A divergência coloca em lados opostos os próprios sócios da Sergás: o governo do Estado, que quer estimular a queda do preço e um novo mercado, e a Petrobras e a japonesa Mitsui, que não aprovam as mudanças.

 

PETROBRAS: SERGIPE TEM A MAIOR JAZIDA DE GÁS DO BRASIL

GÁS BARATO

Em Sergipe, Petrobras faz a maior descoberta desde o pré-sal; Estado terá o gás mais barato do Brasil

 

Estadão