economia

O VELHO CHICO AQUI PERTINHO, NÃO DEIXEM MORRER O SONHO DO CANAL DE XINGÓ!

Por que então, aos sertanejos de Sergipe e da Bahia, que moram tão perto do rio, na condição de habitantes de Estados doadores, lhes  seja postergado o início das obras do Canal de Xingó, uma ínfima transposição do São Francisco, sem morros e serras a transpor, e as águas chegando às populações apenas por gravidade?

As secas são o maior flagelo em nosso Estado, fenômeno que se espraia pelo semiárido nordestino, reduzindo a capacidade produtiva da agropecuária a zero, dizimando o nosso rebanho, fragilizando a indústria leiteira,  que gera milhares de empregos, tudo regredindo na estiagem, provocando o desespero e a fome, por falta d’agua no Sertão. 

Alagoas começou com recursos próprios a construção do chamado Canal Alagoano, concluindo o seu percurso principal com recursos federais oriundos de emendas de bancada.

Obras estruturantes servem para expulsar a pobreza e promover o desenvolvimento. Elas fortalecem a economia, criam oportunidades de emprego, numa palavra, geram riqueza. Vivemos em pleno século XXI, a era da informática e da inovação tecnológica, e o Sertão ainda tem o retrato do atraso e da pobreza extrema. Essa região, se for bem cuidada, preparando-a com ações de caráter permanente, torna-se-á um celeiro agroindustrial, com capacidade para suprir as suas necessidades, entrar na concorrência das exportações, ofertando divisas ao nosso Estado, e ajudando a aumentar arrecadação para cobrir despesas correntes e investimentos do Estado e dos Municípios.

Infelizmente, a corrente de esperança que movia a construção do Canal de Xingó desapareceu por completo do nosso debate em torno das grandes saídas para o desenvolvimento sergipano. Perde-se tempo com a estratégia modesta, sem visão de futuro, quando se levam ao governo central, seja pelo governo, ou por nossa representação parlamentar, reivindicações para resolver problemas do dia a dia, ou para salvar do colapso uma gestão, sem pensar nas futuras gerações. De que adianta uma BR duplicada se não temos produção?  O território sergipano servirá  apenas de passagem de mercadorias que vêm de outros Estados.

A verdade é que penetrou no nosso meio político uma descrença total em discutir alternativas estruturantes, em saídas duradouras ou permanentes que ataquem de vez o problema do nosso crônico subdesenvolvimento. Não nos apeguemos ao ceticismo que só nos distancia do futuro, e só cuidando do trivial,  das coisas comuns, sem nos dedicarmos com o fazer hoje para construir o amanhã.         

TROCAR O CARRO PIPA PELA PRODUÇÃO                                                                                                                                                                              

Se queremos ser grandes, temos que perseverar naquilo que pode transformar a natureza em nosso próprio benefício. O rio São Francisco aí está, bem pertinho de nós, um tanto enfraquecido pela mão do homem, mas ainda capaz de transpor as suas águas dadivosas para Estados que estão a milhares de quilômetros de suas margens, através do projeto de transposição totalmente executado com recursos da União.

Continuo a defender, com fé e esperança, a execução das obras do Canal de Xingó como a alternativa mais consistente, para solucionar em caráter permanente, a crise hídrica que se eterniza no Alto Sertão, com reflexos altamente prejudiciais à economia sergipana.

A contratação de caminhões pipas pelos municípios em situação de emergência, além de ser considerado um simples paliativo, tem o condão de colocar o sertanejo totalmente dependente da autoridade doadora, durante o período das secas, fato que representa uma humilhação que se repete a cada período de crise.

Em outros tempos não muito longínquos, a distribuição de água potável e alimentos para o Sertão terminou gerando a chamada “indústria das secas”, pela exploração indecorosa e desumana de autoridades que enriqueciam às custas da miséria dos flagelados, e ainda ganhavam votos para se elegerem ou venderem o prestígio assim obtido para potentados da política. E o pior, é que, essa política de socorro aos flagelados, ainda está na ordem do dia e na estratégia dos que lutam para manter-se no poder.

A crise hídrica tende a piorar com o tempo, pelas mudanças climáticas, e, ainda, em virtude do crescimento demográfico e demandas da cadeia produtiva do leite, a qual, tendo como polo o município de Nossa Senhora da Glória, se estende por todo o território sergipano, influenciando a queda ou a ascensão de nossa já depauperada economia, a depender da execução inadiável de obras estruturantes, a exemplo do Canal de Xingó.

Além de se preocupar com a construção de sistemas de abastecimentos singelos, como cisternas , abertura de poços artesianos, aguadas e pequenas barragens para “segurar” a água por um tempo razoável, o governo do Estado tem que colocar entre suas metas prioritárias, em parceria com o governo federal – contando com a participação do vizinho Estado da Bahia -, o Canal de Xingó.

A nossa bancada federal terá um grande papel no desenvolvimento do projeto Xingó.

Esse canal, obra estruturante de grande repercussão econômica e social, construído, será o marco definitivo para o abastecimento d’água da região, pois, irá atender, quando pronto, às populações mal servidas do precioso líquido, promoverá a  dessedentação animal (evitando que o gado seja dizimado durante as estiagens prolongadas), bem como atenderá à crescente indústria leiteira regional.

Para tanto, teremos que ter as bancadas federais de Sergipe e da Bahia unidas,  com a força dos dois governadores eleitos. Só assim poderemos sensibilizar as autoridades do poder executivo da União, fazendo-as acreditar  na viabilidade do Canal de Xingó para salvar os sertanejos da sede e da destruição econômica. A Codevasf trabalhou o quanto pôde para elaborar todos os projetos que mostram, seguramente, que o Canal de Xingó será a obra redentora para alavancagem do desenvolvimento regional. 

Somos doadores das águas do Velho Chico para outros Estados do Nordeste com as obras da transposição já concluídas. Os eixos leste e norte da transposição do Rio São Francisco, durante o seu trajeto, exigiram obras de engenharia custosas e de alta complexidade, com estações elevatórias e a implantação de um sistema de bombas de alta potência para transportar a água até as áreas previstas no projeto.

O governo da União foi capaz de tornar realidade a transposição das águas do Rio São Francisco para lugares tão distantes, vencendo serras e morros, para resolver a questão dos recursos hídricos de outros irmãos nordestinos.

Por que então, aos sertanejos de Sergipe e da Bahia, que moram tão perto do rio, na condição de habitantes de Estados doadores, lhes  seja postergado o início das obras do Canal de Xingó, uma ínfima transposição do São Francisco, sem morros e serras a transpor, e as águas chegando às populações apenas por gravidade?

Nesta luta não há lugar para pessimismos. Exigimos apenas aquilo que temos direito. Se lutarmos juntos, Sergipe e Bahia, vamos conseguir!

ACV

VUCO VUCO – A POLÍTICA COMENDO POR BAIXO COMO FOGO DE MONTURO

 

QUEDA DO PIB, RECEITAS, IMPOSTOS E PREVIDÊNCIA

➽ O Secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, informa que a curva descendente do PIB terá como consequência a queda da arrecadação. Para compensar a redução da receita da ordem de R$ 2 bilhões mensais, o governo já se prepara para aumentar impostos.

➽ O saque do FGTS, total ou parcial,  que o Ministro da Economia Paulo Guedes chegou  a acenar para incentivar o consumo, apenas será liberado depois da reforma da Previdência, como uma forma de o governo pressionar os deputados.

ATIVISMO JUDICIAL E A GRITA DOS POLÍTICOS, INCLUSIVE DE BOLSONARO:  O STF TOMA NOSSO LUGAR!

➽ Os políticos sempre reclamam do ativismo judicial quando o Supremo toma decisões que invadem a competência do Legislativo. Acontece que no passado o STF, ao verificar a omissão reiterada do Congresso Nacional em torno de questões polêmicas, mandava um comunicado fazendo a devida advertência.

➽ Foi o caso, por exemplo das greves: as mesmas regras do trabalhadores do setor privado, pela jurisprudência do STF, passaram a ser adotadas de igual modo para os funcionários públicos porque a Câmara colocava na gaveta todos os projetos que tratavam do assunto,  apesar dos avisos do Poder Judiciário.

➽ Agora quando o STF está definindo como crime de racismo a prática da homofobia vem o presidente reclamar. Bolsonaro acusou a Corte de legislar no lugar do Congresso. Segundo ele, o Judiciário teria que esperar pelo Congresso. Mas como presidente, se o Sr mesmo passou 28 anos na Câmara e não moveu uma palha sequer para regulamentar o assunto?

➽ Revoltado com a Suprema Corte por causa daquela decisão sobre homofobia, depois de flertar com o presidente Toffoli na questão do Pacto dos Três Poderes, não deixando nem  essa questão amadurecer, Bolsonaro de imediato parte para o confronto, e promete nomear um ministro evangélico conservador para peitar  e tentar enquadrar a maioria de católicos que compõe a Casa. Sr presidente, o STF é laico, interpreta a Constituição e as leis do nosso País, e não decide pelas regras ou doutrinas das religiões.

ESTADOS E MUNICÍPIOS FARÃO AS SUAS PRÓPRIAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA

➽ Requerimento com 191 assinaturas foi apresentado na CCJ da Câmara dos Deputados para que os Estados e Municípios façam as suas próprias reformas da Previdência e não tomem carona na reforma que tramita no Congresso. Governadores, deputados estaduais e vereadores terão que enfrentar movimentos da classe dos servidores públicos durante a tramitação das matérias sobre Previdência nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais. É aí onde a porca torce o rabo …

EM SERGIPE D’DEL REI, ORDENS SÃO ORDENS

➽ Se depender da ordem do governador Belivaldo, que veta qualquer acordo do PT com o PSB (que ele tem como “inimigo” do governo), o partido de Lula vai marchar sozinho nas eleições municipais de Aracaju, ou terá que manter a vontade da candidatura própria, arranjando  outras siglas com as quais possa se coligar na majoritária, e com o aprove-se do governador. Ou vai assim, ou perde todos os cargos na administração estadual. É aí onde a porca torce o rabo …

ATRASO NAS OBRAS DO MERCADO EM SIMÃO DIAS

        Na foto com o líder político Cristiano  

 

➽ Como costumo fazer semanalmente, neste sábado passei no Mercado Municipal de Simão Dias para fazer a minha feira e ouvi muitas reclamações de feirantes e de marchantes sobre a situação de abandono a que foram jogados. Disse a eles que a verba para a reforma e ampliação do Mercado, no montante de cerca de R$ 1 milhão e meio, já se encontra em poder da Prefeitura. As obras foram iniciadas e depois paralisadas por desídia da empresa ganhadora da licitação. Mas isso já tem perto de um ano, sem solução por parte do município. Segundo informa o prefeito Marival nova licitação já foi providenciada. 

ADVERSÁRIOS DE BELIVALDO EM CÉU DE BRIGADEIRO

➽ Em Simão Dias, adversários do governo, ligados ao PSB, estão sendo abordados, ou pelo próprio governador Belivaldo, ou por seus intermediários, ofertando-lhes cargos em comissão desde que mudem de lado.

➽ A última oferta foi a de um cargo de diretor do IPES, com uma polpuda remuneração. Ao intermediário, o abordado recusou a oferta com a observação de que preferia ficar sem o bafejo do governo  pra não ganhar a pecha de traidor.

➽ Como se vê, o governo de Sergipe só está em crise no discurso para evitar pressões de aliados com aquela chatice de pedir emprego. Para os “inimigos” do PSB,  na tentativa de esvaziar os socialistas e ganhar novas adesões, o governo esbanja poder, usa a máquina. O céu é o limite na oferta de CCs.

MAIS ARROCHO EM CIMA DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

➽ Vem mais arrocho nos Estados cujos gastos com pessoal estão acima do limite prudencial da LRF (como é o caso de SERGIPE).

➽ Os governadores, querendo aliviar o tranco das despesas, foram ao STF pedir o julgamento da ADI 2.238 que permite a redução da jornada de trabalho dos servidores públicos com o correspondente corte nos vencimentos.

➽ O STF pautou para o próximo dia 6 de junho o julgamento da mencionada ADI. Os servidores públicos que amargam a perda do valor de seus salários, sem aumento há vários anos, e ainda recebendo com atraso, que se previnam para o baque. 

➽A partir dessa decisão do STF, se acontecer como querem os  governadores – como uma das saídas para a crise financeira que atravessam seus Estados -, funcionários públicos estarão sendo escolhidos mais uma vez como alvos para pagar a conta da incompetência governamental.

                             ACV

IMPACIÊNCIA NO PLANALTO, TENSÃO NA ECONOMIA

 

“Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência”.  Santo Agostinho

 
Não é preciso ser doutor em economia para entender as oscilações do mercado com o vai e vem da política. É sabido que as relações do presidente com o Congresso não são as melhores e isso tem criado tensões entre investidores que preferem, por enquanto, uma certa distância do Brasil. 

 

O receio de uma explosão negativa de nossa economia cria desestímulo a quem começou a acreditar no Brasil e está agora quase desistindo. A nossa indústria parada, o desemprego é alarmante. A atmosfera é asfixiante. Os investidores ficam nervosos, ou permanecem de braços cruzados, especulando no mercado financeiro, ou resolvem procurar outros países com mais segurança política e estabilidade econômica. 

Falas acima do tom geram a incerteza  e o temor de que o Brasil não vai bem. 

Com o dólar na casa dos R$ 4,10 e as sombrias perspectivas de um crescimento pífio do nosso PIB, da ordem de 1,24%, desencorajam a qualquer um, mesmo aos neófitos em economia.

Todavia, se em Brasília houvesse menos turbulência política, com certeza que o cenário seria muito mais favorável para quem observa o potencial de riqueza do nosso País e o tamanho de nossa população de mais de 200 milhões de habitantes, que gera um mercado consumidor invejável, como poucos, em todo o mundo. 

No início da semana a temperatura em Brasília estava fervendo por conta das declarações estapafúrdias do presidente menosprezando a atividade política, colocando-a quase como uma atividade pecaminosa, que, por defeitos fisiológicos apontados por ele, estariam interferindo na governabilidade. O próprio presidente começou a pregar movimentos de protestos contra o Congresso na tentativa de destravar a pauta e fazer andar os seus projetos. 

QUANDO SE ARTICULA ACONTECE

Bastou um pouco de articulação política e os projetos começaram a tramitar normalmente. A reforma da Previdência, que é tida pelo governo como tábua de salvação para resolver seus tormentosos problemas de caixa,  já tem data marcada para ser votada nas comissões e no plenário da Câmara. 

A classe empresarial brasileira, mesmo com as dificuldades típicas de um período desfavorável, que a obrigam a conter a expansão de seus negócios, limitando a oferta de empregos, espera que a confusão política no Distrito Federal, causada acima de tudo pela inabilidade do presidente que, apesar de sua longevidade parlamentar de 28 anos como deputado federal, parece que pouco ou quase nada aprendeu para se articular melhor com a classe política que ele abomina em suas tuitadas e tiradas populistas.

Em outros tempos de convulsão institucional e de nuvens pesadas que viveu o Brasil, com Jânio Quadros, Fernando Collor e Dilma Roussef, a sociedade pagou, e ainda faz a conta de suas perdas e danos, pela instabilidade que sobreveio em virtude das relações conflituosas com o Congresso. 

Não queremos o retorno a períodos de conflagração política que colocou em perigo a nossa democracia  e reduziu a nossa capacidade empreendedora de gerar empregos e superávites em nossa balança de comercial. 

A PACIÊNCIA É BOA CONSELHEIRA

O presidente e a sua equipe precisam botar a cabeça para pensar, calçar as sandálias da humildade e compensar ou  recuperar com paciência, trabalho e perseverança o tempo perdido.

Já se passaram quatro meses desde a posse de Bolsonaro sem nada de novo acontecer em seu governo.  Pede-se, em primeiro lugar, paciência ao presidente para saber agir melhor e destravar a nossa depauperada economia.

Como nos ensina Santo Agostinho, “não há lugar para a sabedoria onde não há paciência”. 

 
 
 
 
 

 

O FÓSFORO E O BARRIL DE PÓLVORA

 

BOLSONARO ENSINA A ARTE DE ATIRAR NO PÉ

 

Quando as coisas estão calmas o mercado não grita nem diz nada. As bolsas se valorizam, os juros se acomodam, as empresas produzem mais, os empregos aparecem, e o Brasil melhora a sua economia. 

De repente, vem o presidente, fala o que não deve, seja no Brasil, ou nos EUA, e tudo volta à estaca zero. O invisível e poderoso mercado, que também se alimenta de crises para aumentar os seus lucros, mostra logo os seus tentáculos, fazendo aumentar os juros e o valor do dólar, enquanto recrudesce o desemprego,  aumenta a cesta básica e a inflação. 

A reforma da Previdência, antes cantada em prosa e verso como a salvadora da Pátria, de repente, deixa de ser prioridade para o presidente, porque se mostra politicamente incapaz de construir no Congresso uma base aliada que tenha boa vontade para sustentar e defender seus projetos.

Por causa dessa mudança de foco, de desvio do rumo traçado  e do humor inconstante do presidente, até essa galinha de ovos de ouro, a reforma da Previdência, prometida tantas vezes  por ele e  seu ministro da economia, se transforma numa simples galinha poedeira, cujos ovos apenas ficam mais caros, e produz mais inflação com o distanciamento cada vez mais evidente de Bolsonaro da questão previdenciária. A Reforma só vai haver se a Câmara assumir o fardo, e se o seu presidente Rodrigo Maia (DEM), resolver liderar a sua aprovação. 

Não votei em Bolsonaro, mas, sinceramente torcia e torço, para que o Brasil acerte o passo, e que a sua economia volte ao seu ritmo normal, a produção retome o seu crescimento e os empregos que perdemos desde a crise americana iniciada em setembro de 2007 com o nome de subprime, e o desastre da política econômica no Brasil em 2011. Que surjam novos postos de trabalho no horizonte do Brasil. Que possamos vencer esse número vergonhoso e catastrófico de 13 milhões de desempregados.

A sociedade civil está perplexa com a fraqueza intelectual, com o despreparo e o desequilíbrio emocional do presidente. Ao não conter as suas emoções Bolsonaro ensina a arte de atirar no pé. Aceita mexer no orçamento da União e aponta o gatilho para atirar nas Instituições de Ensino Públicas, achando que os seus gastos são incompatíveis com as nossas receitas, e não enxerga que educação, não é gasto, e, sim, investimento. Posso apontar no mundo inteiro dezenas de nações, como a Noruega (que era uma das mais atrasadas da Europa) que derrubaram o desemprego e a pobreza, adquirindo um nível de bem estar social invejável, porque incluiram como prioridade nos seus orçamentos  investimentos em favor da educação, pesquisa, inovação e tecnologia. 

AMEAÇA VERMELHA 

Todavia, o embate que agora se trava dentro do governo e entre os grupos que o apoiam, é que as universidades são um antro de agitadores esquerdistas, que nada produzem e só pensam em introduzir no Brasil o comunismo. Esse discurso é tão antigo e ultrapassado que lembra o macarthismo dos anos 50 nos Estados Unidos, que ficou conhecido como a segunda ameaça vermelha, em cujo período gerou-se uma onda de radicalismo e denúncias infundadas de traição, em nome de um suposto amor à Pátria, e que conseguiu dividir a sociedade americana, instalando o denuncismo, e o medo do perigo marxista. 

As ideologias estão morrendo e cedendo lugar a um novo Estado que garante a paz, crescimento,  a felicidade do emprego e o combate à fome. 

O FÓSFORO E O PATRIOTISMO MASCARADO

Dando a impressão aos incautos que professa o respeito à Bandeira e ao Hino Nacional, para fortalecer o amor à Pátria, coisa que aprendemos na Escola regular e na Escola da vida, o presidente, na hora do aperto se esquece de que a Pátria somos todos nós, e não ele só, pois, não considera, e devia considerar a quem não pensa como ele. Todos veem que, com o seu patriotismo mascarado, agride jornalistas que lhe fazem perguntas incômodas, chama manifestantes de idiotas úteis, assina decreto de disseminação das armas sem ouvir o Congresso, e, no caso do seu filho eleito senador, ao invés de estimular as investigações, se vitimiza, desafiando a Justiça e o Ministério Público que venham pra cima dele … 

Paciência presidente, não queremos no Brasil nenhum movimento parecido com  a ameaça vermelha dos Estados Unidos, apesar de sua afinidade com Trump e a desastrosa política americana, e  a continência ridícula à sua bandeira.

 

A última vez que movimento semelhante surgiu no Brasil,  serviu de pretexto para o golpe de 64. 

Querendo ou não, o presidente Bolsonaro, com sua conduta imprevisível e com seu linguajar de confronto, está acendendo fósforo num barril de pólvora, sem aquilatar para as consequências de que se houver a explosão ele próprio pode ser alcançado.

Ainda bem que os militares estão longe de pensarem em provocar uma explosão contra a democracia. 

ACV

 

RETALHOS DA POLÍTICA – MULUNGU

PEDRO VALADARES, O PLANTADOR DE ALGODÃO 

“SEU” PEDRINHO, COMO ERA CHAMADO

Todos conheciam o meu pai em Simão Dias como “Seu” Pedrinho. Antes de falar sobre a sua atividade política, que foi intensa e vitoriosa, vou recordar alguns episódios de sua vida como homem do campo e pequeno empresário.

Durante toda a sua vida dedicou-se de corpo e alma ao plantio do algodão, tornando-se o maior produtor regional da fibra.

Na época em que a agricultura tinha realmente o incentivo direto do governo federal, através do Fomento Agrícola, as terras da fazenda “Mulungu”, de propriedade do meu pai eram utilizadas em grande parte para o plantio do algodão.

No começo havia um pequeno criatório de gado leiteiro. Com o tempo misturou tudo, gado para abate, produção de leite, e roça de algodão. A fazenda, cortada pelo rio Jacaré em toda a sua extensão, ficava bem perto do povoado Pau de Leite e possuía uma área de aproximadamente 2.000 tarefas. 

Ainda muito jovem, eu torcia para chegar o inverno, pois era a época em que me reencontrava com aquilo que mais me deixava impressionado: os famosos tratores de esteira caterpillar do Fomento Agrícola, máquinas possantes e barulhentas que, em pleno inverno, vencendo atoleiros, rasgando a terra, preparava-a para o plantio.

Tabaréus da mata de Simão Dias, admiradores da destreza da nossa vaqueirama no trato de cavalos e bois, ficávamos boquiabertos com os tratoristas vindos da Capital, com a sua habilidade para manejar a máquina, a sua coragem para fazer a bicha subir em serras, atravessar atoleiros e desmanchar obstáculos.  

Depois de passar pelo processo de aração e gradagem a terra estava pronta para a semeadura, que era feita em covas ou escavações dispostas de forma retilínea, e em paralelo. 

A mão de obra local, constituída por homens e mulheres, fazia a equipe dos plantadores de algodão. Para se protegerem do sol, todos usavam na cabeça enormes chapéus de palha. Era gente alegre e comunicativa, que participava todos os anos das festas juninas organizadas por meu pai, degustando canjica, milho verde e pamonha feitos por minha mãe, D. Caçula, não faltando o forró, animado por uma estrepitosa e bem afinada sanfona. 

Durante a fase de crescimento da planta havia a limpeza do terreno que ficava infestado de mato. Nos corredores que se formavam entre as fileiras do herbáceo, vinham os cultivadores puxados a burro removendo a terra e desbastando o mato. A limpeza das raízes era tarefa executada por camponeses da localidade, os quais arrancavam as ervas daninhas que podiam prejudicar a plantação. Ainda havia o trato da roça com a aplicação de defensivos agrícolas.  

Meu pai, pela boa convivência que mantinha com os seus trabalhadores, era sempre convidado pela maioria deles para ser compadre. 

Guardo ainda hoje a imagem belíssima do algodoeiro, por ocasião da colheita: o verde das folhas mesclado com a alvura dos frutos que, amadurecidos, brotavam de suas cápsulas, naquela imensidão de fileiras de arbustos formando um quadro de beleza indescritível.  

O meu pai que tanto se esforçara, trabalhando de sol a sol, ao avistar aquele espetáculo que ele ajudara a construir, chegava a se emocionar, sem esquecer de agradecer a Deus pela safra que obtivera, opulenta e dadivosa. 

Plantar algodão naqueles tempos dava muito trabalho, e era uma cultura de risco, pois o retorno do investimento dependia muito das condições meteorológicas e das pragas. O algodoeiro exige chuva, mas não pode ser em excesso, caso contrário a produção sairá prejudicada. Quando as chuvas eram regulares, valia a pena, principalmente para meu pai que adquiriu na cidade uma fábrica de beneficiamento de algodão movida a vapor, que aproveitava a produção da fazenda “Mulungu”, agregando mais renda, e gerando emprego. 

 

QUEM MAIS EMPREGA NO BRASIL?

NA CRISE:  APLICATIVOS – GRANDES LUCROS, MUITOS EMPREGOS

Com o recrudescimento da crise no Brasil quatro aplicativos (UBER, 99, iFOOD e RAPPI), estão ganhando muito dinheiro, e se tornam, em conjunto, os maiores empregadores do Brasil. Essas plataformas são utilizadas por 4 milhões de trabalhadores autônomos como fonte de renda. É o que informa o Estadão: https://is.gd/iLvpjS

SERGIPE COMO EU PENSO

CHEGAR PRA RESOLVER, ENTREGAR-SE AO DESÂNIMO, CULPAR OS OUTROS OU CIRCUNDAR A CRISE?

 

 

A CRÍTICA  POLÍTICA E A ECONOMIA SEM RUMO

Fazer críticas ao governo é uma coisa muito importante na politica, principalmente quando ela é exposta ao público com moderação e espírito público. Todavia, a crítica se torna mais valorizada, e vista com interesse pela sociedade quando vem acompanhada de sugestões, ou de alternativas viáveis, para ajudar, sem interesses subalternos, a resolver as grandes questões enfrentadas por quem governa. Não existe democracia sem a livre circulação de notícias, e o respeito à diversidade de opinião.

Sem perda de tempo, quais as questões mais cruciais com que se defronta o governo de Sergipe? Obedecendo a uma hierarquia mais ou menos aceita dessas questões, temos a saúde, a segurança, a educação, o desemprego, a habitação, o atraso da folha, a falta de obras estruturantes, tudo isso agravado pela fragilidade de nossa economia, uma das mais dependentes do país.

Sem resolver a questão da economia local, hoje completamente sem rumo, antes impulsionada pela presença marcante da Petrobras, não há como alcançar algum ganho de bem-estar social, notadamente para camadas mais pobres da população, pelo menos em nível suportável.

Ficar de pires na mão, apontando o dedo para o governo da União como possível culpado pela crise, e, ao mesmo tempo, indo atrás de empréstimos sem a devida capacidade de pagamento, ou de recursos federais a fundo perdido, apenas serve para confirmar a nossa dependência do poder central, não vence a crise, não resolve as grandes questões que desafiam a gestão governamental.

É POSSÍVEL FAZER PULSAR A ECONOMIA SEM A PETROBRAS?

O governo tem que fazer pulsar  a economia do Estado para gerar empregos, e aumentar a arrecadação sem precisar tomar medidas impopulares e inconsequentes como a elevação de impostos. Com uma economia pujante, alterando o nosso perfil de desenvolvimento, novos caminhos serão abertos pela atração de empresas que aqui queiram se instalar e investir, acreditando na nossa capacidade de fortalecer a iniciativa privada, como fonte de riqueza e geração de renda. Segmentos sociais como educação, saúde e segurança,  somados aos repasses federais obrigatórios e garantidos pela Carta Magna, sofrerão um impacto positivo, fazendo com que os índices humilhantes que colocam o nosso Estado entre os piores da nação, apontem uma curva ascendente e promissora.

Já se viu que a Petrobras, que tanto investiu em Sergipe no passado (a adutora do São Francisco, a Mina de Potássio e o Porto), desamarrou sua barraca, arrumou suas malas e sai daqui assim como de fininho, deixando um rastro de desemprego e muitas desilusões, a exemplo do caso da Fafen, tratado pela empresa com uma gélida indiferença, apesar dos apelos de nossos representantes no Senado, na Câmara e pelo governo do estado.

A Petrobras explorou, investiu, deu empregos, extraiu óleo e gás em terra e nas plataformas marítimas. Agora, atendendo às exigências de seus acionistas, que moram no Brasil e no exterior, empenha-se no trabalho de recuperação de sua imagem, fortemente abalada pela sucessão de escândalos que quase a leva à bancarrota. A empresa está atrás do prejuízo financeiro causado por gestões desastrosas mais recentes. Vamos torcer que essa maré de ondas destruidoras passe o mais rápido possível e que a maior empresa brasileira volte a investir em Sergipe, inclusive explorando as imensas jazidas de petróleo e gás existentes na camada do pré-sal.

FORTALECER A AGRICULTURA E NUNCA ABANDONAR O SONHO DO CANAL DE XINGÓ

Portanto, não podemos esperar por investimentos da Petrobras para explorar o pré-sal cuja descoberta foi anunciada pela própria empresa como um tesouro para o futuro do país. Essa riqueza que dorme na nossa plataforma continental   tem data incerta e não sabida para ser explorada e comercializada. Façamos primeiro a nossa parte com confiança e otimismo, sem nos apegarmos a hipóteses distantes e inacessíveis, pelo menos por enquanto. Milagres estão longe de acontecer no cenário nacional que possam salvar Sergipe de uma debacle total, que, felizmente ainda não se concretizou.

Fortalecer a agricultura de um modo geral, a começar pela agricultura familiar, tem que ser uma meta que não se pode perder de vista. O Banese, ao lado do BB e do BNB, terá um grande papel a cumprir. Facilitar o crédito aos agricultores é obrigação inadiável do governo; promover a assistência técnica que praticamente deixou de existir no campo, tem que ser retomada pelo Estado, reestruturando e qualificando a Endagro.

A pesquisa, como mecanismo de apoio a projetos de ocupação e uso sustentável da terra, na busca de novas alternativas para os produtores agrícolas, deverá ser arma importante para diversificar a agricultura e fomentar o surgimento de outras formas de plantio, cientificamente apontadas como viáveis.

A Embrapa de Sergipe e a de Petrolina (BA), estão aparelhadas e sempre prontas para contribuir com os estados através de suas pesquisas, como recentemente se deu com a produção de uva em Canindé e Poço Redondo, com um custo insignificante, diante das premências do estado nesse segmento.

De outro lado, uma obra estruturante como o Canal de Xingó deixou de aparecer na pauta de reivindicações de nossas autoridades do executivo e do legislativo. O governo do estado e a nossa bancada federal terão  que sensibilizar o governo da Bahia, mostrando a importância do investimento (em torno de R$ de 2 bi). Esse Canal, pelo projeto, nasce na Bahia e penetra no Sertão sergipano, trazendo água da barragem de Paulo Afonso, correndo todo o percurso previsto de pouco mais de 200 quilômetros, por gravidade, sem bombeamento e gasto de energia.   É preciso tirar da gaveta da Codevasf, em Brasília, todos os projetos do Canal de Xingó, já elaborados e prontos, e retomar as negociações com o governo da Bahia e sua bancada federal. Essa obra se fosse realizada, além de amenizar o sofrimento do sertanejo em períodos de secas ou estiagem prolongada, evitaria o êxodo rural, e fortaleceria a estrutura de produção da bacia leiteira, que tem como centro o polo de desenvolvimento localizado no município de Glória. Além de evitar a dizimação de nosso rebanho bovino, como aconteceu há dois anos atrás.

O TURISMO COMO ALAVANCA PARA REERGUER A NOSSA ECONOMIA 

O turismo, que poderia se tornar uma fonte de geração de emprego e renda, parece não estar entre as prioridades do governo.  O atraso das obras de construção do Centro de Convenções, é a comprovação do descaso, senão, da incompetência; há cerca de sete anos anda em compasso de banho-maria, precisa ser acelerada e a obra inaugurada o mais rápido possível.

Alagoas, aqui ao lado, investiu o quanto pôde em turismo, e está entre os destinos mais procurados para quem aporta no Nordeste.

Estamos perdendo boas oportunidades para a alavancagem do turismo de eventos que acontecem em outros estados do Nordeste, por falta de um lugar adequado para a realização de seminários e congressos nacionais e internacionais. Temos hotéis e restaurantes de primeira linha, oferecendo hospedagem e a nossa ampla e apreciável gastronomia.

Cursos de turismo, publicidade institucional, reuniões com segmentos do turismo em centros como São Paulo, Rio e Minas Gerais, poderiam ajudar a estimular visitas ao nosso Estado, que tem muito a apresentar, desde seu patrimônio artístico e cultural, passando pela culinária, praias, passeios ao Cânion, etc.

REDUÇÃO DO ICMS PARA AUMENTAR O NÚMERO DE VOOS

Além do término dessa obra, se o governo quer atrair turistas, desde logo deverá reduzir o ICMS do querosene dos aviões, como procedeu a maioria dos estados do abrasileirado, sob pena de o roteiro de Sergipe sair, definitivamente, do mapa de viagens dos turistas brasileiros, e do exterior. Não temos hoje à certeza de que estrangeiros possam a saber onde fica mesmo a nossa terrinha.

Por causa do alto preço da gasolina de aviação cobrado no aeroporto de Aracaju, pela incidência de uma elevada alíquota do ICMS, já perdemos várias escalas de voos diretos para Buenos Aires, inclusive os voos domésticos diretos de turistas de outras plagas do país.

Um prejuízo incalculável para o ramo hoteleiro que passou a ter uma ocupação inferior a 40%.

SABER OUVIR PARA ESTIMULAR A PARTICIPAÇÃO 

Sergipe tem viabilidade.

É só colocar a cabeça para pensar, fazer planejamento estratégico, investir na educação formal e profissionalizante, cuidar de nossas crianças, e não achar que quem governa é um super homem pra resolver sozinho e que, assim, vai debelar a crise em poucos anos.

A sociedade quer  ser ouvida e participar desse empreendimento.

Se houver abertura e transparência para esse projeto de recuperação de nossa economia, haveremos de abreviar a crise e atenuar o sofrimento dos sergipanos.

Pra frente Sergipe!

ACV

 

 

UVA NO SERTÃO

JÁ É UMA REALIDADE

  • Emendas individuais de minha autoria, como senador, possibilitaram a pesquisa e a produção de uvas no Sertão.

  • Com o objetivo de agregar valores, kits de produção de sucos  adquiridos com esses recursos federais,  serão entregues aos produtores nesses próximos dias. Eles vão passar a vender suco in natura, e fazendo jus ao seu trabalho, aumentando a renda e gerando mais emprego na região. 

  • Em 2019, apresentei emenda individual, aprovada pelo Congresso, destinada à cultura do umbu, visando recuperar essa espécie nativa em vias de extinção, além de contribuir para assegurar renda ao agricultor, e de contribuir para a revitalização da bacia do Rio São Francisco, com o seu revestimento florestal.

A Secom/Cohidro destaca em matéria publicada no seu site a evolução da produção de uva nos perímetros irrigados de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, no Estado de Sergipe.

Quatro colheitas já foram feitas por produtores previamente selecionados. Com a assistência técnica da Embrapa Semiárido localizada em Petrolina (PE), de posse de todos os insumos e materiais fornecidos gratuitamente, os irrigantes tinham a missão de mostrar em campo e na prática, que a produção de uvas seria viável no Alto Sertão.

Passados dois anos de intenso trabalho de  acompanhamento permanente por parte da Embrapa, verificou-se que, nesse período, foram feitas quatro colheitas da uva isabel, muito utilizada para consumo in natura e produção de sucos.

Conforme atesta a Cohidro, nesta fase de pesquisa e observação, os produtores rurais receberam da Embrapa todo o material para o desenvolvimento  dos campos, como sistemas de irrigação por gotejamento, mudas, e insumos necessários para o crescimento das plantas, bem como assistência técnica.

A próxima etapa, será a entrega aos agricultores de kits de máquinas de produção de sucos, também adquiridos com recursos públicos federais oriundos de minhas emendas individuais.

Todo o trabalho de assistência técnica foi realizado pelo engenheiro agrônomo Paulo Roberto (Embrapa, Petrolina-PE), com a participação voluntária do ex-secretário de estado da agricultura Paulo Viana, o qual, fez ao meu lado, várias visitas aos campos de produção de  uvas  em Petrolina e aos perímetros irrigados de Canindé e Poço Redondo.

Esse projeto de plantio de uvas está sendo ampliado com a uva sem semente da variedade vitória.

Nota:  produtor Levi Ribeiro, conhecido como Sidrack. Foto: Fernando Augusto. Veja a seguir matéria da Secom/Cohidro: https://cohidro.se.gov.br/?p=14333